Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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Notícias Um relatório do governo gaúcho sugere um avanço do Estado na redução dos índices de mortalidade infantil

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Os nascimentos – que devem cair para menos de 900 mil neste ano – estão em seu nível mais baixo desde 1874. (Foto: EBC)

Um estudo divulgado nessa quarta-feira pelo governo gaúcho, traçando um panorama sobre as metas fixadas pela ONU (Organização das Nações Unidas) para garantir melhor saúde e bem-estar da população, sugerem que a taxa de mortalidade infantil no Estado encerrou 2018 com 9,67 casos para cada mil nascimentos, o que se aproxima do coeficiente de 9,5 estabelecido para ser alcançado até o final deste ano.

Dados já consolidados de 2017 colocam o Estado com uma mortalidade infantil em números bem mais favoráveis em relação ao cenário nacional: 10,07 casos para cada conjunto de mil nascidos vivos, sempre considerando também os óbitos neonatais (até 28 dias após o parto). O Brasil conseguiu recuar para 12,39 a taxa em 2017 (era de 12,72 no ano anterior).

Quando se considera o cenário da mortalidade na infância (crianças de até cinco anos, portanto mais abrangente), os números do Rio Grande do Sul se mantiveram praticamente estáveis desde 2015. Esse é o critério de avaliação sobre algumas das metas fixadas pela ONU, por meio dos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável).

Em 2017, com uma taxa de 11,92, ficava atrás apenas do Paraná (11,79) e de Santa Catarina (11,39), sendo o terceiro Estado com melhor desempenho nesse quesito no Brasil. “Tais indicadores mostram que o Rio Grande do Sul tem boas chances de alcançar a meta que o país se comprometeu a atingir em 2030 (taxa de 8). O que serve de alerta, no entanto, é que o Estado chegou a ocupar o segundo lugar dois anos antes”, ressaltou o site oficial do Executivo gaúcho.

“O estudo tem uma importância grande para criarmos uma cultura de prestação de contas sobre as políticas públicas e o quanto precisamos qualificar os serviços”, destacou o secretário-adjunto de Planejamento e Orçamento da Seplag, Gilberto Melo Filho. Ele observa que esses indicadores servirão de referência para as prioridades dos próximos anos:

“O governo está encaminhando nesta semana a proposta do Plano Plurianual (PPA 2020-2023), em que o desafio está em integrar estas políticas da saúde e de outras áreas que afetam as metas”.

Desenvolvida pelos analistas pesquisadores Daiane Menezes e Guilherme Risco, que integram o DEE (Departamento de Economia e Estatística), a avaliação sobre algumas das metas fixadas pelos ODS incluiu as situações que levam crianças a morrer antes de um ano de idade por causas evitáveis.

Eles ressaltam a importância de programas como o PIM (Primeira Infância Melhor), que tinha perto de 54 mil famílias atendidas no final de 2018. A meta e chegar a 60,2 mil ao final deste ano.

De acordo com a Seplag (Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão), os números preliminares do relatório indicam que os óbitos de crianças menores de 1 ano apresentam maior concentração em causas evitáveis por conta da inadequada atenção à mulher na gestação, sendo essa proporção um pouco maior no Rio Grande do Sul que no Brasil.

Gravidez na adolescência

Um dos indicadores com resultados positivos apontados pelo estudo se refere à taxa de gravidez na adolescência. Uma das metas é assegurar acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva. Isso abrange o planejamento familiar e a divulgação de mais informações sobre o tema.

O Rio Grande do Sul tem uma situação mais favorável na comparação com as taxas nacionais, bem como em relação aos demais estados da região Sul. Em 2017, registrou 17,5 mil casos de mães adolescentes a cada mil (entre 15 e 19 anos), ao passo que o Paraná (também com uma população de pouco mais de 11 milhões de habitantes) teve 21,4 mil adolescentes grávidas.

(Marcello Campos)

 

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