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Mundo Um robô capturou novas imagens do reator nuclear danificado de Fukushima, no Japão

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O nível extremamente elevado de radiações dificulta muito a inspeção do local. (Foto: Divulgação)

O operador da central nuclear japonesa de Fukushima, devastada por um tsunami em 2011, divulgou novas imagens do interior de um dos reatores danificados e, nelas, vê-se fragmentos de metal e o que pode ser combustível nuclear fundido.

A Tokyo Electric Power (Tepco) introduziu uma câmera especial no interior de um dos três reatores danificados da central do nordeste do Japão, como parte das obras empreendidas para seu desmantelamento, relatou um porta-voz da companhia.

Difundidas na noite de sexta-feira, as imagens mostram escombros espalhados pelo chão, incluindo fragmentos parecidos com rochas que poderiam conter combustível nuclear fundido. A localização dos restos de combustível é uma etapa crucial do processo de desmantelamento da central, que levará décadas e custará quase  160 bilhões de euros.

O nível extremamente elevado de radiações dificulta muito a inspeção do local. A Tepco tenta minimizar esse obstáculo com a ajuda de câmeras robotizadas. De acordo com o porta-voz da Tepco, a primeira retirada de restos radioativos deve acontecer em 2021.

Terremoto

Em 11 de março de 2011, um forte terremoto deflagrou um tsunami que varreu a costa nordeste do Japão, deixando 18 mil mortos, ou desaparecidos, e provocando em Fukushima o pior acidente nuclear desde o registrado em Chernobyl, em 1986.

Nasa testa reator

A Nasa (agência espacial norte-americana) e o Departamento de Energia dos Estados Unidos testaram um novo microrreator de fissão nuclear que poderá ser utilizado em missões tripuladas a Marte. Apelidado de Krusty, o reator foi testado parcialmente em um deserto de Nevada e deve receber um segundo teste pleno em março deste ano.

“O programa de teste [do projeto] Kilopower nos dará confiança de que esta tecnologia está pronta para o desenvolvimento de voo espacial”, explicou o representante da Nasa, Lee Mason. Apesar de já ter usado energia térmica de componentes radioativos no passado, essa é a primeira vez desde os anos 60 que a Nasa promove uma reação de fissão nuclear propriamente dita para gerar energia para sistemas.

O projeto tem capacidade de gerar entre 1 quilowatt (KW) e 10 KW. Para uma missão para Marte, a agência estima que 40 KW seriam necessários para alimentar os sistemas – o que significa que uma nave deverá carregar múltiplos reatores abordo.

Cara reator poderá durar até 10 anos, garantindo energia o suficiente para as primeiras colônias humanas no planeta vermelho. “Esta nova tecnologia poderia fornecer quilowatts e poderia ser desenvolvida para fornecer centenas de quilowatts, ou até megawatts de energia”, explicou Mason. “Chamamos isso de projeto Kilopower porque nos dá uma opção a curto prazo para fornecer quilowatts para missões que antes eram limitadas a usar menos”.

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