Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2017
Duas crianças pequenas foram internadas em estado grave após um colega disparar acidentalmente uma arma de fogo em uma creche no Estado americano de Michigan. A Polícia do subúrbio de Dearborn, Detroit, disse na quarta-feira (27), que o pequeno utilizou uma arma que estava em uma casa que funcionava como creche. O menino manipulou a arma, que foi disparada, e feriu dois de seus colegas – ambos de 3 anos, de acordo com a imprensa americana, que cita a existência de várias armas no local.
“Não vou especular sobre o que aconteceu, mas obviamente havia armas próximo do local onde estavam as crianças, e isso é completamente inaceitável”, contou o chefe da polícia de Dearborn, Ronald Haddad.
A legislação do estado de Michigan não proíbe a existência de armas em locais onde crianças estejam sendo cuidadas, disse o canal televisivo local WXYZ, mas exige que elas estejam sem munição e fora do alcance dos menores. A creche era dirigida por Samantha Eubanks, mãe de seis filhos que cuidava de outras crianças, segundo vizinhos e familiares.
Porte de armas
O presidente norte-americano reafirmou o seu apoio ao direito de porte de armas no país, sublinhando, numa convenção, no começo deste ano, que “o ataque de oito anos às liberdades consagradas no Artigo 2.º [da Constituição]” havia terminado com sua vitória. Donald Trump foi o primeiro chefe de Estado em exercício a falar na convenção anual do grupo, a NRA (National Rifle Association), em mais de 30 anos, e garantiu aos presentes que defender o direito ao porte de armas. O último Presidente norte-americano a dirigir-se a uma convenção da NRA foi o republicano Ronald Reagan, que falou no encontro de 1983.
Durante a campanha, Trump prometeu reverter as medidas do Presidente Barack Obama que previam a intensificação das verificações de antecedentes e eliminar as zonas livres de armas. A preocupação de Obama era exatamente reduzir o número de vítimas por incidentes com armas de fogo como a que ocorreu na creche em Michigan.
Contraditório
Na reunião com o presidente Trump, em que se defendia as armas, não foi permitida a entrada de pessoas armadas. A regra incomodou um pouco a alguns dos presentes, por não poderem entrar no centro de convenções carregando qualquer das armas que estão acostumados a portar – o que inclui facas e spray de pimenta. No entanto, muitos imaginaram que estariam seguros mesmo assim, já que o local foi vasculhado horas antes do evento pelo serviço secreto, e havia cães policiais e detectores de metais fiscalizando a entrada dos participantes. É que na maioria das visitas presidenciais a eventos, armas não são permitidas.
O mesmo se aplica quando acontecem visitas de candidatos à presidência. Quando Trump discursou na reunião da NRA no ano passado, os espectadores tampouco estavam autorizados a portar armas. A NRA ofereceu armários gratuitos para que as pessoas guardassem suas armas quando estivessem visitando a área na qual Trump discursou. Nas outras partes do centro de convenções, não havia restrições, e depois da partida do presidente os visitantes estão autorizados a recuperar suas armas.
Christopher Bernard, que vive perto de Palm Beach, Flórida, disse que não se incomodava em deixar a arma como precaução de segurança, para a visita do presidente. E Bill Scott, membro do Conselho de Esportes de Tiro do Estado do Utah, disse que só se preocuparia se não houvesse um reforço da segurança e dezenas de agentes do serviço secreto para oferecer proteção.
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