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Mundo Uma das principais rotas de petróleo do mundo está fechada; pode haver disparada nos preços

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O Estreito de Ormuz chegou a ser parcialmente fechado em 17 de fevereiro para a realização de exercícios militares iranianos. (Foto: Divulgação)

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, está fechado por motivos de segurança, informou nesse sábado (28) a agência estatal iraniana Tasnim. A medida foi adotada após trocas de ataques entre Irã, Estados Unidos e Israel. O local chegou a ser parcialmente fechado em 17 de fevereiro para a realização de exercícios militares iranianos.

“A Guarda Revolucionária alertou diversas embarcações de que, devido às condições de insegurança ao redor do estreito resultantes da agressão militar dos Estados Unidos e de Israel e das respostas do Irã, a passagem pelo estreito é atualmente insegura”, afirmou a Tasnim, citando a Guarda.

A Administração Marítima dos Estados Unidos orientou navios comerciais a evitar a região do Golfo Pérsico, incluindo o Estreito de Ormuz.

Já a agência britânica UK Maritime Trade Operations informou que recebeu múltiplos relatos de embarcações que operam no Golfo e que disseram ter recebido mensagens sobre o fechamento do estreito.

A região, controlada pelo Irã, é responsável pelo fluxo de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. Além disso, é crucial para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), também com cerca de um quinto do comércio mundial.

O fechamento da rota pode afetar a oferta da commodity no mercado global e fazer o preço do barril disparar. Há ainda impacto na inflação: com o petróleo mais caro, sobem os preços de energia e transporte, com reflexos nos custos de alimentos e insumos industriais.

 

Crise

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.

Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.

Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.

O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters.

A mídia iraniana disse que 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas nos ataques.

51 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã foram mortos em um bombardeio, segundo a imprensa estatal iraniana. Na mesma região, outras 15 pessoas morreram em um ginásio.

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.

Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes — países que têm bases norte-americanas.

Vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein, segundo o governo local.

Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.

Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo.

4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters. Com informações do portal G1.

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