Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de fevereiro de 2017
Uma delegada foragida da Justiça ganhou 60 dias em casa, recebendo o salário de quase R$ 20 mil. Sueli Aparecida Neute trabalhava no Deic, departamento que combate o crime organizado em São Paulo. Ela chefiava a delegacia que investiga o roubo de cargas em todo Estado e foi afastada do cargo por ordem da Justiça.
Em novembro de 2016, a Justiça decretou a prisão preventiva de Sueli. Foi logo depois da operação do Ministério Público, que prendeu três investigadores subordinados de Sueli. Eles são acusados de exigir dinheiro para barrar as investigações contra empresários que vendiam combustível roubado e adulterado na região de Paulínia, no interior do Estado.
Sueli foi considerada foragida por dois meses. Até que, no dia oito de janeiro, durante um plantão da Justiça, o desembargador Carlos Augusto Lorenzetti Bueno, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu uma liminar revogando a prisão da delegada.
Dois dias depois, Sueli ganhou uma licença-prêmio. A direção do Deic publicou no “Diário Oficial” do Estado que ela tinha direito a ficar 60 dias em casa, recebendo o salário de quase R$ 20 mil.
Nove dias depois, a delegada Sueli voltou a ser considerada foragida. Outros desembargadores decidiram que a prisão dela era necessária, pois as condutas são graves e que as investigações indicam uma possível liderança da delegada em relação aos outros acusados.
Agora, o Ministério Público vai pedir explicações à Delegacia Geral de Polícia. Os promotores que combatem o crime organizado querem saber por que a delegada, denunciada por crimes como organização criminosa, extorsão e corrupção, recebeu dois meses de descanso remunerado.
O advogado da delegada Sueli, Roberto Tardelli, disse que ela é inocente e tirou a licença prêmio porque tinha direito ao benefício. E acredita que o Superior Tribunal de Justiça vai anular a ordem de prisão.
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