Sábado, 15 de Agosto de 2020

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Capa – Caderno 1 Uma mulher foi puxada para dentro do mar por um tubarão quando o alimentava

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Melissa Brunning no iate: "não alimente os tubarões". (Foto: Youtube/Reprodução)

Uma mulher de 34 anos foi derrubada de um iate e puxada para as águas por um tubarão quando tentava alimentá-lo com pequenos peixes, segundo a rede de televisão norte-americana CNN. O incidente deu-se na região de Darwin, a noroeste da Austrália. Ela sofreu ferimentos em um dedo da mão e foi rapidamente resgatada do mar.

Melissa Brunning passava férias em Dugong Bay, um local remoto onde turistas podem ver tubarões e crocodilos de água salgada na região de Darwin. O tubarão que a atacou é de uma espécie considerada menos agressiva, o tawny nurse, e sua atitude pode ser considerada como defensiva.

“Tudo aconteceu tão rápido. Tudo que eu podia me focar era que meu dedo tinha sido arrancado. Ele mordeu o dedo, e parecia que estava rasgando o osso”, relatou Melissa, que foi resgatada do mar pelos demais turistas.

“Eu voltei ao barco e dizia que havia perdido meu dedo. Eu nem conseguia olhar para o meu dedo porque pensava que tinha sido arrancado. Provavelmente, eu estava em choque”, completou.

O episódio foi todo gravado com um aparelho de celular e viralizou nas redes sociais.

Melissa não perdeu o dedo, apesar do risco que correu. As diversas fileiras de dentes de um tubarão como o nurse são seriam suficientes para quebrá-lo. Disse ainda ter aprendido a lição e reconheceu o erro de ter tentado alimentar os peixes. “Esteja atento com o seu redor e não alimente os tubarões”, aconselhou.

Projeto no Brasil

Após registrar dois ataques de tubarão em menos de dois meses, o governo de Pernambuco estuda fazer interdições em praias. Proposta por pesquisadores, a medida prevê maior controle de acesso de banhistas e bloqueios temporários em trechos da orla nas horas em que a probabilidade de ataques é maior, como em fase de maré alta e água turva ou em áreas de mar aberto.

O MP-PE (Ministério Público de Pernambuco) também prepara ação para obrigar o governo a adotar uma série de recomendações de segurança. Entre elas está proibir banho de mar em determinados locais e orientar bombeiros que atuam como guarda-vidas a exercer poder de polícia e até prender por desobediência quem se negar a deixar zonas de risco.

“Quatro ou cinco lugares concentram os ataques, então poderiam ser interditados para banho ou pelo menos sinalizados com mais boias na água, bandeiras na areia e colocação de redes de proteção”, diz Ricardo Coelho, promotor da Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico-Cultural. “Se isso não for feito pelo Cemit (Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões), poderá ser feito por via judicial.”

Os dois últimos ataques aconteceram na Praia da Igrejinha, onde não há arrecifes (mar aberto) em Jaboatão dos Guararapes. Segundo relatório do Cemit, que notifica os casos desde 1992, é o ponto mais crítico da orla – 12 dos 65 registros aconteceram lá. O mais recente foi no dia 3 de junho: José Ernesto Ferreira da Silva, de 18 anos, mordido na perna, não resistiu e se tornou a 25ª vítima de tubarão a morrer na costa de Pernambuco.

Em 15 de abril, um homem de 34 anos já havia sido mordido na Igrejinha, provavelmente por um tubarão-tigre de 2,4 metros, segundo especialistas. Perdeu a perna e a mão direita. Até então, o Grande Recife não registrava casos desde março de 2015.

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