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Mundo Uma pesquisa sugere que o coronavírus fica no ar por até 16 horas

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O número de mortes por conta da Covid-19 também já é maior do que duas vezes a somatória do número de mortes por tuberculose, dengue, febre amarela e chikungunya em 2018. (Foto: Reprodução)

Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que as partículas do novo coronavírus podem permanecer até 16 horas suspensas no ar. O comportamento é completamente diferente dos vírus da mesma família que causaram as epidemias da Síndrome Respiratória Aguda Grave e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio.

Coordenado por Alyssa Fears, o estudo foi publicado no site “MedRxiv” e foi conduzido pela Universidade de Tulane em colaboração com a Universidade de Pittsburgh e com o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid) do Instituto Nacional de Saúde (NIH).

Os pesquisadores observaram que a transmissão do novo coronavírus através das gotículas no ar pode ser mais importante do que se acreditava até agora, pois os resultados mostram que “as pessoas infectadas com o Sars-CoV-2 são capazes de gerar um aerossol viral que podem manter os ambientes infectados por um longo período de tempo”. Os especialistas dizem que essa possibilidade deve ser considerada para fins de medidas de prevenção que estão sendo adotadas contra a doença. Os experimentos conduzidos dentro do laboratório, todos em situações controladas, mediram a persistência no ar das partículas virais encontradas nas gotículas em suspensão com um diâmetro variável de um a três milímetros.

A análise em microscópio eletrônico indicou que tanto a forma, como as dimensões e os aspectos do Sars-CoV-2 são mantidos no ar e que “mantém sua infecciosidade quando está disperso no ar em curtas distâncias contrariamente aos outros dois coronavírus examinados”, seja o que causou a Sars em 2003 ou a Mers em 2015.

Segundo o portal “MedRxiv”, o estudo publicado ainda é preliminar e está passando por validação de outros profissionais especialistas para verificar a precisão das informações coletadas na pesquisa.

Estudos

De todas as frentes que estão tentando trazer respostas sobre o novo coronavírus e sobre a doença causada por ele (Covid-19), a ciência talvez tenha agido com mais rapidez. Até o final de março, pesquisadores do mundo todo já tinham publicado 642 estudos científicos especificamente sobre o novo vírus e sobre a nova doença, cuja aparição foi relatada no final do ano passado, na China. Uma média de um estudo novo a cada três horas.

São os cientistas chineses, aliás, que lideravam os trabalhos à época: 37% das pesquisas sobre o novo tipo de coronavírus e a nova doença têm, por trás, um autor de uma instituição de pesquisa da China. Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha aparecem na sequência como líderes nos trabalhos. Juntos, esses quatro países somam mais da metade dos novos resultados acadêmicos na área.

Os estudos são dedicados a entender a origem e a transmissão da doença, formas de diagnóstico clínico, o genoma do novo vírus, a progressão estatística da pandemia, tratamentos. Há análises específicas dos primeiros casos nos EUA, na Europa e na Arábia Saudita. Também há trabalhos sobre saúde mental em isolamento social e sobre impactos da pandemia na economia mundial.

Isso significa, basicamente, que pesquisadores de todas as áreas do conhecimento estão olhando para a pandemia.

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