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Colunistas Uma pioneira chega aos 90 anos

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(Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Liguei pro Jorge Aita há pouco. Disse que ia escrever com a naturalidade de quem compartilha um filé à Caetano e um chopp, digo uns, em qualquer mesa da Santo Antônio. Caetano, quem começou tudo, era o pai do Jorge, daí o nome do filé, homenagem justa experimentem.

Nasci na Quintino Bocaiúva, 715. Lá se vão quase 70 anos. A 24 de outubro não era asfaltada e tinha os saudosos bondes que também circulavam na Cristóvão Colombo. Entre uma e outra, no número 465, da Dr. Timóteo, a Churrascaria Santo Antônio já tinha 20 de existência.

Deixo a história para os que são do ramo, fico com as conversas soltas, as boas risadas, os acordos de negócios, os ajustes políticos, numa das tantas mesas daquele agradável restaurante, sempre acompanhado de um cardápio servido com carinho e uma boa bebida, ali não se toma leite.

Chegamos de Synca e estacionamos na frente, lugar de sobra, o pai, a mãe e eu. Foi isso. Não me lembro da casa, da decoração, do garçom,… apenas do bife com batatas fritas. Foi minha estreia naquele inesquecível restaurante. Jorge, tão guri quanto eu, devia estar jogando bolinha de gude ou empunhando uma pandorga no bairro onde morava. O tempo iria dar conta de nos aproximar.

Nossa Porto Alegre foi crescendo e nós também. Seu Caetano legou a Casa pro Jorge e prá irmã, Elaine. Maria Olinda, mulher dele, dona de um sorriso cativante, e os filhos, Rafael e Fabricio, se quarteiam servindo, orientando, recebendo inicialmente os clientes, que sempre retornam e vão ficando amigos.

Na mesma linha também cresci, filhos, netos,…, mas as idas na Santo Antônio continuam rotineiras e sempre presentes. Muitas vezes até prá abrir o coração e ter do Jorge o precioso par de ouvidos que só os amigos sabem oferecer sem julgar. Nessas conversas muito vinho e charutos, tanto, que pelas tantas nos entendíamos sem nos entender.

Os diferentes clientes descobrem que o ambiente da Santo Antônio cativa, pelo Jorge, pela família, pelos garçons, pela cozinha. Tudo isso junto não adianta só ser bom, tem que ser um lugar em que a gente se sinta a vontade, que a comida peça o acompanhamento de uma boa bebida, que a gente não tenha pressa de sair e quando sai, fica a certeza que vai voltar.

Sobreviver 90 anos, mais do que um marco da culinária da nossa cidade, faz a Churrascaria Santo Antônio estar inserida na vida e no cotidiano de quase um século, e ele chegará, quando isso acontecer, logo ali, estaremos todos juntos festejando, dividindo uma boa carne e uma boa bebida, lugares em que o afeto e o bem estar estão em primeiro lugar é o que faz a constância. Nada é por acaso, junho está chegando, mês de Santo Antônio, ele que o diga. Numa distância que não se mensura está conosco. Um brinde.

(Eduardo Battaglia Krause é advogado e escritor)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Celso Casarin
27 de maio de 2025 09:20

Sr. Eduardo. Passando para informar a grafia correta do automóvel citado em sua coluna no jornal do dia 27: Simca e seus vários modelos; Chambord, Rallye, Presidence, Jangada e, os últimos modelos Regente e Esplanada.

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