Sábado, 04 de Abril de 2020

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Notícias Uma programação especial celebrou os 150 anos do Mercado Público de Porto Alegre

O prefeito Marchezan e outras autoridades municipais e estaduais participaram do evento. (Foto: Jefferson Bernardes/PMPA)

Ao longo da manhã e tarde dessa quinta-feira, diversos eventos marcaram o aniversário de 150 anos do Mercado Público de Porto Alegre, no Centro Histórico. Em sua maior parte, o festejo foi realizado no átrio central, com direto a bolo gigante, balões, música, o tradicional “Parabéns a Você” e outras ações.

A abertura foi marcada pelo som da Banda Municipal. Já o bolo, feito com doce-de-leite e nozes, foi preparado por alunos de uma faculdade de gastronomia. Dentre as autoridades presentes, estavam o prefeito Nelson Marchezan Júnior, deputados, vereadores, secretários, comerciantes e clientes.

“A capital gaúcha reflete o Mercado, que por sua vez reflete o Mercado”, discursou Marchezan. “Este local ficará ainda melhor e mais moderno”, prosseguiu, em alusão à consulta pública que sobre o edital de concessão da gestão do local à iniciativa privada. O processo de recebimento de sugestões foi prorrogado até o dia 18 deste mês.

História

Um dos ”cartões postais” da capital gaúcha, o local recebe diariamente cerca de 100 mil pessoas. Os seus corredores e demais espaços abrigam 106 estabelecimentos que oferecem os mais variados itens: peixes, carnes nobres, frutas, verduras, ervas e especiarias, grãos, alimentos orgânicos, artesanato, artigos religiosos e decorativos, além de restaurantes, cafés, lancherias
e outras opções gastronômicas, bem como feiras regulares (pescados, discos de vinil, gibis etc).

A coordenação do centro de compras é da SMDE (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico). As bancas ficam abertas de segunda a sexta-feira (7h30min às 19h30min) e aos sábados (7h30min às 18h30min), ao passo que os restaurantes funcionam até as 22h.

Arquitetura e história

Projetado pelo engenheiro Frederico Heydtmann (o mesmo do Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre.), o prédio em estilo
neoclássico passou por uma série de transformações ao longo das décadas e resistiu a quatro grandes incêndios (1912, 1976, 1979 e 2013) – sem contar a megaenchente de 1941. Atualmente, cerca de 1,2 mil pessoas trabalham em suas instalações.

“É de a maior importância celebrar um lugar tão significativo, consagrado por sua diversidade e cuja existência é indissociável da nossa história”, aponta o titular da SMDE, Eduardo Cidade. “Esse espaço da população gaúcha é um balizador de preços da cidade.
É também a casa de diversas manifestações culturais e comunitárias. O resultado é mais qualidade de vida à população.”

No dia 24 de setembro, após a Assembleia Legislativa aprovar por unanimidade o projeto de lei 91/2019 (de autoria do deputado Luiz Marenco), o Mercado Público foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul, na Assembleia Legislativa. Conforme o parlamentar, a iniciativa teve por objetivo ”proteger o local contra planos de privatização”.

Para a presidente da Ascomepc (Associação do Mercado Público Central), este dia ficará marcado na história do tradicional prédio
gaúcho. “Muito mais do que da Capital, o Mercado é do Rio Grande do Sul, é do Brasil. Todos reconhecem a importância dele. E fazer parte do patrimônio histórico e cultural deste Estado é um justo reconhecimento a tudo que ele representa”, disse.

Concessão

No dia 18 de setembro, foi lançado um processo de consulta pública sobre o edital de concessão do Mercado Público à iniciativa privada por um período de 25 anos. O valor estimado é de R$ 85 milhões, com outorga inicial de pelo menos R$ 28,1 milhões. O vencedor será responsável pela operação e manutenção.

Só nos primeiros três anos, R$ 41,5 milhões deverão ser investidos em reformas para melhoria de drenagem, sanitários e fachada, além de iluminação interna e cênica externa, a troca da rede elétrica e mais acessibilidade. Já outro montante, de R$ 43,5 milhões, terá como destino a gestão e manutenção do local durante as quase três décadas de contrato.

A consulta prossegue até o dia 18 deste mês, com participação aberta a qualquer cidadão. Na véspera (10h ao meio-dia), uma audiência pública será promovida no auditório da SMPG (Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão) – avenida Siqueira
Campos nº 1.300 (14º andar), no Centro Histórico.

O secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Thiago Ribeiro, tem se reunido com os comerciantes do local. Ele reitera as premissas básicas do projeto. “O regramento não permite que o Mercado Público se transforme em um grande shopping. A nossa proposta é manter as características do local no que diz respeito ao ’mix’ de lojas e aos valores oferecidos aos clientes”.

(Marcello Campos)

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