Quarta-feira, 20 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo A União Europeia disse não temer ameaças protecionistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e prometeu se defender

Compartilhe esta notícia:

"Não temos medo", afirma comissária de Comércio. (Foto: Reprodução)

A comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström, garantiu nesta segunda-feira que a União Europeia não tem “medo” das ameaças protecionistas do presidente americano, Donald Trump, contra os produtos siderúrgicos europeus, e assegurou que o bloco se defenderá. “Recentemente, vimos como (o comércio) é usado como uma arma para nos ameaçarem e nos intimidarem, mas não temos medo. Nós nos defenderemos dessas pessoas”, afirmou Malmström durante um discurso em Bruxelas sobre o comércio sustentável.

Desde que Trump anunciou o aumento das barreiras tarifárias de até 25% para o aço e até 10% para o alumínio, que devem entrar em vigor na próxima semana, a UE (União Europeia) tenta fazer Washington excluir as exportações europeias dessa medida, como fez com México e Canadá. A empreitada, no entanto, foi sem sucesso até o momento.

Para evitar o aumento de tarifas, Trump pediu à UE, no sábado, que reduza suas “horríveis barreiras e tarifas aos produtos americanos” que entram no bloco, chegando a ameaçar com aumento de impostos sobre seus veículos. Se forem confirmadas as tarifas para o aço e para o alumínio, os europeus já preparam uma estratégia de resposta, que passa por aumentar a tributação aduaneira sobre emblemáticos produtos americanos, assim como pela adoção de medidas de salvaguarda para proteger a indústria siderúrgica europeia.

Malmström também anunciou a vontade da UE de se apoiar nos países, com os quais tem um acordo de livre-comércio, ou está em fase de negociação — como Canadá, Japão, México, ou os países do Mercosul — para enfrentar o protecionismo e “defender um comércio aberto, que beneficie a todos”.

Brasil

O governo brasileiro só vai entrar na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a sobretaxa de 25%, a ser aplicada pelos Estados Unidos nas importações de aço, após esgotadas todas as tentativas de um acordo bilateral que exclua o Brasil dessa medida protecionista. A ideia é não mexer com o humor do presidente Donald Trump que, na avaliação de fontes oficiais e do setor privado, tende a transformar essas negociações em um balcão de negócios. Nada sairá de graça.

Existe uma avaliação reservada de que, para chegar a um entendimento, o governo brasileiro teria de fazer concessões tanto nas vendas de siderúrgicos ao mercado americano, adotando restrições voluntárias de exportações, por exemplo, como em áreas completamente distintas, como a associação entre a Boeing e a Embraer, operação que, pelo Ministério da Defesa, só acontecerá mediante uma série de condições, para não prejudicar projetos estratégicos de aviação militar. Há, ainda, a possibilidade de, nessas conversas, os EUA exigirem vantagens para o etanol de milho, que concorre diretamente com o álcool combustível fabricado da cana-de-açúcar do Brasil.

Porém, o Brasil poderia usar a seu favor o fato de ser o maior importador de carvão metalúrgico dos EUA e acenar com a substituição desses fornecedores por Austrália ou Polônia. Segundo o Instituto Aço Brasil, foi importado US$ 1 bilhão de carvão daquele país no ano passado. No mesmo período, as exportações de siderúrgicos semiacabados para o mercado americano somaram US$ 2,6 bilhões.

Os contatos informais entre autoridades dos dois países já começaram antes mesmo do anúncio da sobretaxa pelo presidente Donald Trump, na semana passada. Alguns dias atrás, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, enviou uma carta ao secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reforçando o pedido de exclusão do Brasil da nova barreira comercial. E, até o fim desta semana, o governo entrará com dois recursos em Washington: um deles, pedindo a exclusão do Brasil da medida, dirigido ao Representante Comercial dos EUA; e outro solicitando a exclusão dos produtos exportados àquele mercado ao Departamento de Comércio.

 

 

 

 

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Presidente da Câmara dos Deputados diz que atrasos no andamento dos discursos estão dentro do previsto
Pela primeira vez, uma cirurgia é transmitida ao vivo com a ajuda do óculos inteligente do Google
Pode te interessar