Segunda-feira, 20 de julho de 2026
Por Flavio Pereira | 20 de julho de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Único voto contrário à PEC 14/2021, que autoriza a aposentadoria especial aos agentes comunitários de saúde e aos agentes de combate às endemias — o placar foi de 73 a 1 —, o senador General Hamilton Mourão (Republicanos) criticou o que considera hipocrisia do governo Lula, que agora condena a medida, mas cuja bancada votou a favor. O senador conversou com o jornalista Flavio Pereira e lembrou, no caso da aprovação da PEC dos agentes de saúde, que, “sob o ponto de vista financeiro, a medida é inviável para o governo federal, para governadores e prefeitos”. “Agora o governo vai correr para o STF para não cumprir essa lei. Seria mais viável termos aprovado um aumento nos salários dos agentes de saúde e evitado a aposentadoria especial”, afirma. Para o senador, “isso — a aprovação — foi totalmente fora de propósito e populista. E ninguém teve a coragem moral de chegar e enfrentar. Eu votei contra, fui o único. E o que mais me chama a atenção é exatamente isso aí: no dia seguinte, o ministro da Fazenda do governo reclamando e dizendo que vai ao STF”.
Mourão aponta, ainda, que a PEC determina que a União suplementará estados, municípios e o Distrito Federal para compensar a perda no regime geral, o regime próprio de Previdência. “Como a União não tem dinheiro, ou seja, você vai diminuir mais ainda a despesa discricionária se quiser cumprir com mais esse compromisso”, adverte.
Mourão: “Bloqueio da Lei da Dosimetria no STF é humilhação para o Parlamento”
O senador Hamilton Mourão comentou ainda a Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso, que depois derrubou o veto do presidente Lula, mas que hoje está paralisada no STF sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes: “Já vamos para três meses; no final deste mês, completam-se três meses que está parada. Porque nós votamos no dia 30 de abril, exatamente na véspera do feriado de 1º de maio, e derrubamos o veto do Lula”.
Ele reiterou que “o bloqueio de uma decisão do Congresso Nacional por um único ministro do STF é mais um passo no avanço do desequilíbrio entre os Poderes e na humilhação institucional do Parlamento. E as pessoas que poderiam já estar sendo liberadas, esses que estão presos aí desde 2023, muitos que pegaram penas menores, continuam presos”, critica o senador.
Hamilton Mourão comentou ainda a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro: “A realidade é que o candidato Flávio foi ungido pelo pai. A gente pode colocar em discussão se ele seria ou não o melhor candidato, mas, de cara, ele herdou os votos que seriam do pai e apareceu já com mais de 40% de intenção de voto. Ou seja, ele começou bem”.
Porém, o senador lembra que “o Flávio tem alguns esqueletos aí no armário dele. Essa questão do Daniel Vorcaro — Banco Master —, eu já disse que ele deveria, a partir do momento em que foi colocado como pré-candidato e sabendo que tinha pedido dinheiro para o Vorcaro, ter vindo a público e esclarecido que pediu dinheiro para o filme sobre a vida do seu pai, que o gasto foi tanto, está aqui o contrato, e botava uma pedra em cima do assunto”.
Sobre as divergências com Michelle Bolsonaro, Mourão comenta que “a briga com a madrasta é um problema familiar. E a Michelle adquiriu uma luz própria a partir do nosso governo; o papel que ela vinha desempenhando no PL Mulher lhe deu uma liderança forte. E aí, para botar mais molho nessa briga, aquele rapaz lá que mora nos Estados Unidos (Paulo Figueiredo) vem dizer que mulher não sabe votar. Aí pronto, aí mela tudo”.
Para o senador, Flávio Bolsonaro terá agora de consolidar apoio no campo do centro e da direita e buscar um nome para vice que agregue votos até a convenção nacional, marcada para o próximo dia 25.
Deputada pede que TCU apure risco de fraudes no cadastro do Bolsa Família para uso eleitoral
A deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) aguarda a definição no Tribunal de Contas da União sobre a solicitação de uma fiscalização urgente no programa Bolsa Família, com foco no crescimento do número de beneficiários entre a população em situação de rua. Ela protocolou um pedido de providências no TCU.
“Conversei com moradores de rua no bairro Pinheirinho, em Criciúma. Eles mesmos admitem que usam o dinheiro do programa para comprar drogas. Mas o objetivo é esse: alimentar essa situação para transformar essas pessoas em dependentes não apenas da droga, mas também do Estado, porque tudo o que importa são as próximas eleições, e não o bem do Brasil”, afirma a deputada.
Tramandaí anuncia hoje empresa que receberá R$ 500 milhões para revitalizar o Centro
A Prefeitura de Tramandaí anuncia nesta segunda-feira a proposta vencedora da licitação pública (Concorrência Eletrônica 61/2026) para contratar a empresa que fará a revitalização completa do Centro de Nova Tramandaí. A escolha será anunciada por meio de uma sessão eletrônica online. O objetivo é transformar a Praça Curitiba com novos bancos, calçadas, iluminação moderna e concha acústica para eventos de toda a comunidade. A obra custará mais de dois milhões de reais e deve ser concluída em cento e oitenta dias após a assinatura do contrato com a vencedora. A melhoria faz parte do Programa Transformar, que planeja investir cerca de R$ 500 milhões de reais em infraestrutura e na saúde.
Em Santa Catarina, projeto premia abate de javalis
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina encaminha nesta segunda-feira ao governador Jorginho Mello (PL) o projeto de lei que institui o pagamento de R$ 100 por cada javali abatido no estado. A proposta, de autoria do deputado Camilo Martins, visa indenizar os custos do controle populacional da espécie e agora segue para a sanção do governador. A expansão territorial e demográfica do javali também se tornou um problema grave no Rio Grande do Sul. Nas regiões da Fronteira Sul, Campanha e Campos de Cima da Serra, a presença desses animais já resulta em perdas que chegam a 40% nas produções de milho, soja e pomares.
TRE e Assembleia Legislativa no combate à desinformação
O TRE-RS e a Assembleia Legislativa lançarão uma campanha institucional de Enfrentamento à Desinformação para combater a influência da desinformação no resultado dos pleitos. O objetivo é a preservação da confiança dos cidadãos na idoneidade do processo eleitoral, contra os ataques à instituição e ao desempenho da missão a ela outorgada na Constituição Federal.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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DESESPERADO, Flávio Bolsonaro inicia o loteamento de vagas no STF e promete a cadeira para o bispo da Universal Marcos Pereira em troca de apoio
Oh argentina, tetra esse ano é só com Lula! Não tem jeito 🙅🏽♂️
Vem cá? Esse tal MOURÃO não era vice do golpista JAIR MESSIAS? Ele não sabia que o chefe pretendia dar um golpe de estado? Impressiona um General se submeter às ordens de um tenente expulso do exército por terrorismo.