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Porto Alegre Uso de agrotóxicos: seminário em Porto Alegre discute impactos à saúde e ao meio ambiente

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Pauta prossegue nesta quarta-feira, último dia do evento. (Foto: Arquivo/EBC)

Em um cenário de desafios associados a mudanças climáticas, o uso de agrotóxicos e seus impactos sobre a saúde e o meio ambiente estão no centro dos debates do 3º Seminário Estadual de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (Vspea). O evento chega nessa quarta-feira (10) ao segundo e último dia, na capital gaúcha.

A atividade reúne mais de 100 participantes no auditório da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa). São profissionais da saúde, representantes da área ambiental, professores, estudantes, gestores públicos e outros integrantes da sociedade, com painéis temáticos, discussões e apresentações por especialistas de instituições públicas, universidades e órgãos de controle.

Promovido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e Comitê Estadual Vspea. O conteúdo da programação inclui estratégias para fortalecer a vigilância em saúde voltada às populações expostas a agrotóxicos, ampliar a articulação entre diferentes setores e qualificar as políticas públicas de proteção à saúde e ao meio ambiente.

“Agroecologia e outras práticas sustentáveis também serão destacadas como alternativas importantes para enfrentar os impactos das crises climática e sanitária”, ressalta o governo gaúcho.

Um dos objetivos do encontro é reafirmar como prioridades do poder público a ampliação e fortalecimento da vigilância em saúde das populações expostas a agrotóxicos. Dentre as metas previstas no Plano Estadual de Saúde está a implantação dos comitês Vspea em todas as coordenadorias regionais de saúde, medida que busca descentralizar as ações, fortalecer as capacidades locais e qualificar a vigilância nos territórios.

Peculiaridades regionais

Outro ponto destacado pelos participantes na abertura do primeiro dia de evento é o fato de que os resultados da exposição a agrotóxicos se manifestam de formas distintas em cada região do Rio Grande do Sul. E que esse aspecto reforça a necessidade de respostas regionalizadas, articuladas e alinhadas a realidades locais.

“Os agrotóxicos representam um importante desafio para a saúde pública no Rio Grande do Sul”, ressaltou a chefe da divisão de Vigilância Epidemiológica do Cevs, Roberta Vanacôr. “Fortalecer a vigilância, ampliar a notificação dos casos e atuar nos territórios mais vulneráveis são medidas essenciais para proteger trabalhadores rurais, comunidades expostas e o meio ambiente.”

(Marcello Campos)

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