Sexta-feira, 08 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de maio de 2026
Nessa quinta-feira (7), a Secretaria Estadual da Saúde (SES) distribuiu às prefeituras do Rio Grande do Sul um novo lote com 404 mil doses de vacina contra gripe. A remessa havia sido enviada na véspera pelo Ministério da Saúde, encerrando assim uma situação de desabastecimento do fármaco em diversos municípios ao longo das últimas semanas.
A logística adotada segue o mesmo fluxo utilizado desde o início da campanha de imunização, garantindo agilidade na distribuição e ampliando o acesso pela população em todo o Estado, que recebeu cerca de 2,2 milhões de doses desde o início do ano. Até o final deste mês, outras 5,2 milhões devem se somar a esse montante.
O governo gaúcho reforça a importância de que cidadãos enquadráveis nos grupos prioritários procurem um posto de saúde para se imunizar. Foi o que fizeram, desde janeiro, ao menos 1,6 milhão de gaúchos no período.
A cobertura vacinal, porém, ainda está baixa: dentre os grupos prioritários de crianças com 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos), o índice está em 34%, muito aquém da meta de 90%. Na divisão segmentada, o avanço é de 17,9% entre os pequenos, 34,6% entre as futuras mamães e 38,5% entre os vovôs.
Com horários e locais variáveis conforme a logística de cada cidade, a imunização tem como meta para este ano a cobertura de ao menos 90% das crianças, gestantes e idosos. Ao todo, quase 5,3 milhoes de gaúchos integram os segmentos populacionais indicados:
– Crianças de 6 meses a 5 anos incompletos.
– Gestantes e puérperas.
– Idosos (60 anos ou mais).
– Indígenas.
– Quilombolas.
– Indivíduos em situação de rua.
– Trabalhadores da saúde.
– Professores do ensino básico ou superior.
– Agentes das forças de segurança e salvamento.
– Integrantes das Forças Armadas
– Pessoas com deficiência permanente.
– Trabalhadores do transporte coletivo.
– Caminhoneiros.
– Trabalhadores do sistema portuário.
– Trabalhadores dos Correios.
– Internos e servidores de penitenciárias e instituições similares.
– Pacientes de doenças crônicas: 665.072
Segurança e eficácia
Produzida pelo Instituto Butantan-SP e atualizada conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina em uso contra gripe no Brasil é segura e eficaz – além de totalmente gratuita. Não oferece risco à saúde e reduz as chances de complicação, internação e óbito por infecção relacionada aos vírus Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B.
As primeiras 360 mil doses já foram distribuídas às Secretarias de Saúde dos 497 municípios. Novas remessas serão enviadas pelo Ministério da Saúe ao longo da campanha. Especialistas recomendação que a população se submeta ao procedimento o quanto antes, a fim de obter proteção antes do inverno – período de maior circulação da gripe.
“Vacinar-se mais cedo é fundamental para que o organismo desenvolva resposta imunológica antes do ápice do inverno”, ressalta a SES. “Quem deixa para se proteger apenas quando o frio começa pode estar exposto ao vírus justamente no período em que a imunidade ainda está em formação.”
A gripe pode causar desde quadros assintomáticos até infecções graves que exigem hospitalização, especialmente em crianças pequenas e idosos. Dentre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e fadiga.
(Marcello Campos)
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