Sábado, 03 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Vacina contra o HPV: entenda por que meninos e meninas devem ser imunizados

Compartilhe esta notícia:

. (Foto: Reprodução)

Incorporada de forma escalonada ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2014, a vacina que protege contra o Papilomavírus Humano (HPV) é aplicada mesmo antes da adolescência porque é mais favorável que a imunização seja feita antes do início da vida sexual. É utilizada em mais de cem países, incluindo o Brasil, como estratégia de prevenção e redução de doenças ocasionadas pelo vírus, como cânceres do colo do útero, vulva, vagina, região anal, pênis, boca e garganta. Outro benefício é diminuir a ocorrência de verrugas genitais, conhecidas como condiloma.

Em 13 de setembro, o governo federal ampliou o grupo que pode tomar o imunizante. Até então, a vacina só estava disponível para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Com a mudança, a vacinação passa a ser aplicada permanentemente no público-alvo entre 9 e 14 anos de idade, independentemente do sexo.

Entenda mais sobre o vírus:

– O que é o HPV? Vírus transmitido pela relação sexual ou pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas, o HPV é responsável pela quase totalidade dos casos de câncer do colo do útero, por mais de 90% dos casos de câncer anal e por 63% dos cânceres de pênis, além de parte de outros tipos de tumores, como os de garganta, vulva e vagina.

– O que está previsto agora no Programa Nacional de Imunizações (PNI)? Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a imunização contra o HPV só estava prevista para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Com a mudança, a vacinação passou a ser aplicada em todos na faixa etária entre 9 e 14 anos de idade, independentemente do sexo. A ampliação foi divulgada pelo governo federal em 13 de setembro deste ano, sendo posteriormente adotada por Estados e municípios brasileiros. Está disponível em duas doses, com intervalo de seis meses entre a primeira e a segunda aplicação.

No entanto, a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) continua recomendando a aplicação de três doses. “A primeira dose aos 9 anos, a segunda dose depois de dois meses e a terceira deve ser aplicada seis meses após a primeira dose. O Programa Nacional de Imunizações recomenda apenas duas doses na rede pública, com a dose inicial e a segunda dose após seis meses, baseando-se em estudos de efetividade e eficácia com esquema reduzido de doses”, explica Lorena de Castro Diniz, coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

– Quem mais pode tomar a vacina? Também podem receber o imunizante gratuitamente pessoas vivendo com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea e pacientes oncológicos, todos entre 9 e 26 anos. Para esses pacientes, são aplicadas três doses, com intervalos de dois e seis meses após a primeira.

– Qual a importância de meninos e meninas se vacinarem contra o HPV entre a faixa etária entre 9 e 14 anos? Segundo a coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Asbai, a vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos porque está comprovado que nesta faixa etária há uma maior imunogenicidade, ou seja, uma ampliação de formação de produção de anticorpos neutralizantes contra esse vírus. “Além de que há chance de que ainda essas crianças não tenham tido o contato com o vírus, propiciando prevenção prévia contra ele”, acrescenta.

Gustavo Adolpho de Oliveira, especialista em endoscopia ginecológica e ginecologia oncológica do Hospital Leforte Unidade Liberdade, reforça que a vacinação é fundamental. “Modo de prevenir a transmissão do vírus em meninas e em meninos. Desta forma, vamos conseguir aumentar a gama de pacientes vacinados e, com isso, as lesões causadas pelo HPV vão ter impacto menor na incidência. Quanto maior a quantidade de vacinação, menos casos de câncer de colo de útero, por exemplo, vamos ver no futuro, que é o mais importante. Na Brasil, é o segundo tipo de câncer ginecológico, somente perde para o câncer de mama”, afirmou ele.

– A vacina é segura? Sim. São poucos os efeitos colaterais. Pode dar um pouco de febre e dor no local de aplicação. A eficácia chega a 98% de proteção para crianças que tenham recebido o esquema de vacinação completo segundo a faixa etária.

A vacinação quadrivalente oferece proteção contra quatro subtipos dos vírus do HPV, maiores responsáveis pela formação de verrugas e tipos de câncer de pênis, ânus, de faringe e de garganta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Empresário americano é preso por importunação sexual em São Paulo
Lei que prevê multa a agressores de mulheres é inconstitucional
Pode te interessar