Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2021

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Rio Grande do Sul Vacinação contra a pólio atinge 81%, mas fica abaixo da meta

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O dado, divulgado nesta quarta-feira (25), mostra que o índice ficou abaixo da meta de imunização de 95% do público-alvo

Foto: Anselmo Cunha/PMPA
O dado, divulgado nesta quarta-feira (25), mostra que o índice ficou abaixo da meta de imunização de 95% do público-alvo. (Foto: Anselmo Cunha/PMPA)

Balanço sobre a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite no Estado, encerrada sábado (21), aponta que o Rio Grande do Sul alcançou cobertura vacinal de 81,2%. O dado, divulgado na quarta-feira (25), mostra que não foi alcançada a meta de imunização de 95% do público-alvo.

Conforme a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, o índice pode ser considerado mediano. “Nos próximos dias pode crescer um pequeno percentual, enquanto os municípios seguem registrando as doses aplicadas, mas não irá variar muito”, explica. “Infelizmente, poucos Estados atingiram a meta. Nós sabemos das dificuldades, principalmente neste momento de retorno da circulação do coronavírus. Acredito que isso tenha contribuído para que pais ou responsáveis não tenham levado as crianças para se vacinarem”, acrescenta.

Tani informa que as doses extras da vacina da pólio seguem disponíveis nos postos de saúde e casas de vacinas até dia 30 de novembro, e as doses de rotina podem ser aplicadas durante qualquer época do ano. “É fundamental todas as crianças e adolescentes manterem a caderneta de vacinação em dia”, reforça.

Pesquisa

Pesquisa promovida pela Secretaria da Saúde (SES) no ano passado mostrou que as principais causas das baixas coberturas vacinais no Estado se devem ao descaso e à desinformação.

No levantamento, 59% das pessoas apontaram motivos pessoais para a não vacinação dos filhos, como esquecimento, medo de efeitos colaterais e falta de tempo. Mesmo que por algum motivo não tenham vacinado as crianças, mais de 96% disseram acreditar na imunização e a consideram importante. Apenas 4% responderam não acreditar na eficácia das doses.

Foi constatado, ainda, que os jovens deixam de vacinar seus filhos com mais frequência por não terem convivido com certas doenças comuns em outras épocas e que desapareceram por algum tempo, mas que hoje retornam com força. O sarampo é um exemplo.

Esquema vacinal

O esquema vacinal de poliomielite é composto, atualmente, por duas vacinas: a injetável aplicada em três doses aos dois, quatro e seis meses de vida da criança, e a vacina oral aplicada aos 15 meses e aos quatro anos. Nesta campanha, todas as crianças dessa faixa etária tiveram a avaliação de sua situação vacinal para poliomielite. As maiores de um ano com seus esquemas vacinais em dia receberam uma dose da vacina oral, a chamada dose D (indiscriminada). Para as crianças com seus esquemas de vacinação de poliomielite em atraso, houve a atualização.

A Campanha de Multivacinação, por sua vez, tem o intuito de atualizar a situação vacinal da população com até 15 anos de idade, de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. O objetivo é, além de aumentar as coberturas vacinais, diminuir ou controlar a incidência de doenças imunopreveníveis, como tuberculose, hepatite, tétano, meningite, pneumonia e outras. Por ser uma estratégia de atualização de esquemas em atraso, não se trabalha com metas. A avaliação será realizada a partir das doses aplicadas e registradas nos sistemas de informação no período.

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