Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de maio de 2017
Apesar dos resultados ainda ruins do comércio acumulados no primeiro trimestre deste ano, com queda de 3% no período e o pior março desde 2003, de acordo com IBGE, o varejo está otimista para os Dia das Mães.
A desaceleração da inflação, o recuo do número de inadimplentes e a nova rodada de liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, iniciada na sexta-feira, 12, são fatores levados em conta pelos lojistas para projetar um aumento de até 6% nas vendas em relação à mesma data do ano passado, que teve um desempenho fraco.
Os mais otimistas são os varejistas de shoppings, que concentram lojas de artigos de vestuário, normalmente os itens mais vendidos no Dia das Mães. Projeções da Associação de Lojistas de Shoppings indicam um crescimento de vendas entre 5% e 6%, em relação a 2016, sem descontar a inflação.
“É um alento, mas não dá para soltar rojão”, afirma o diretor de relações institucionais da Alshop, Luís Augusto Ildefonso da Silva. Ele pondera que há 14 milhões de desempregados no País e que a situação financeira das famílias é “delicada”.
Para impulsionar as vendas, os shoppings voltaram a ampliar os investimentos em promoções. Pesquisa feita pela consultoria GS com 192 shoppings espalhados pelo País mostra que 82% deles realizaram campanhas do Dia da Mães neste ano. O resultado é apenas um ponto porcentual maior do que o ano anterior, mas segundo o diretor da consultoria, Fernando Gibotti, é importante porque indica uma reversão. “Desde de 2013, ano a ano, vinha diminuindo o número de shoppings que investiam em promoções. Mas agora essa fatia aumentou.” Gibotti explica que, como o fluxo de pessoas nos shoppings vinha caindo e muitas lojas fecharam, os empreendimentos tiraram o pé nos investimentos em campanhas promocionais.
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