Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 13 de agosto de 2026
O volume de vendas do comércio varejista do Rio Grande do Sul registraram queda de 1,6% em junho, após avanço de 0,6% em maio. Já na comparação com o mesmo mês no ano passado, houve crescimento de 2,7%, aponta levantamento realizado pelo governo federal por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com isso, o acumulado do ano avançou 1,2%, enquanto o de 12 meses registrou expansão de 1%. Dentre as oito atividades analisadas, seis apresentaram crescimento e duas registraram queda.
O principal destaque positivo foi o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria (68,6%), seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico (20,2%), móveis e eletrodomésticos (3,9%), combustíveis e lubrificantes (3,3%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,1%).
Em sentido oposto, tecidos, vestuário e calçados recuaram 14,3%, seguidos por equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-9,5%).
Já o varejo ampliado (que inclui veículos, peças, material de construção e comércio de alimentos, bebidas e fumo no atacado) recuou 1,2%, após queda de 0,9% em maio. Na comparação com igual período de 2025, ocorreu crescimento de 6,8%. Assim, o acumulado do ano avançou 1,9%, enquanto o acumulado em 12 meses permaneceu estável.
A pesquisa mensal aponta uma acomodação do comércio varejista, apesar do crescimento de 1,9% acumulado no primeiro semestre deste ano. Nos últimos 12 meses, observa-se um desempenho mais favorável do varejo restrito em relação ao ampliado, movimento que pode estar parcialmente associado à resiliência do mercado de trabalho e aos rendimentos reais ainda em patamares elevados, que ajudam a sustentar o consumo, especialmente o de bens mais sensíveis à renda.
Em contrapartida, segmentos mais dependentes de crédito seguem apresentando desempenho mais contido, em um ambiente no qual as taxas de juros e as condições de crédito permanecem restritivas. Para o restante do ano, esperamos a continuidade desse processo de acomodação do comércio varejista, com manutenção do crescimento, porém em ritmo moderado.
Mesmo diante de medidas voltadas ao estímulo da renda e do consumo, como o aumento real do salário-mínimo, a ampliação da isenção do Imposto de Renda e programas de incentivo ao crédito e à renegociação de dívidas, seus efeitos tendem a não se traduzir em uma aceleração mais significativa do comércio no restante do ano, em parte por seus efeitos sobre o consumo já começarem a se dissipar e pela convivência com a política monetária ainda contracionista e elevado endividamento das famílias.
Brasil
No Brasil, o segmento apresentou alta de 0,5% em junho, na série com ajuste sazonal, após avanço de 0,3% em maio. Já a comparação com o mesmo mês do ano passado mostra um crescimento de 2,9%. O segmento teve expansão de 1,9% no ano e de 1,6% no acumulado de 12 meses.
Dentre as atividades pesquisadas, quatro das oito apresentaram crescimento, enquanto as outras quatro tiveram retração. Os avanços ocorreram em outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%), bem como móveis e eletrodomésticos (0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%).
Em sentido oposto, a categoria “livros, jornais, revistas e papelaria” recuou 9,9%, seguida por tecidos, vestuário e calçados (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%).
Em junho de 2026, o volume de vendas do varejo ampliado recuou 1% na margem, na série com ajuste sazonal, após queda de 0,3% em maio. Dentre os segmentos adicionais, o de veículos, motos, partes e peças recuou 1,5%, enquanto material de construção apresentou queda de 3,5%. Na comparação com junho do ano passado, o indicador apresentou crescimento de 4,9%. Dessa forma, o varejo ampliado acumulou crescimento de 1,9% no ano e de 0,8% ao longo de 12 meses.
(Marcello Campos)
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