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Mundo Variante do coronavírus pode adiar a reabertura da Inglaterra

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Viajantes totalmente vacinados com imunizantes aprovados no país não precisam mais realizar quarentena de 10 dias. (Foto: Reprodução)

A Inglaterra pode ter que esperar mais do que o planejado para as restrições da covid-19 serem totalmente suspensas, já que uma variante do coronavírus encontrada primeiramente na Índia se dissemina rapidamente no Reino Unido, alertou o primeiro-ministro, Boris Johnson, nesta quinta-feira (27).

Johnson havia delineado um itinerário de saída do lockdown para a Inglaterra que previa o fim de todas as restrições no dia 21 de junho, mas alertou que a proliferação rápida da variante pode ameaçar este plano.

As próximas etapas dependerão de quão robustas as “fortificações de vacina” do país são contra a variante, segundo o premiê.

Cifras semanais mostraram quase sete mil casos confirmados da variante B.1.617.2 no Reino Unido, o dobro do total da semana passada.

O secretário da Saúde britânico, Matt Hancock, disse ao Parlamento que no dia 14 de junho se fará uma avaliação formal sobre a possibilidade de descartar as restrições em 21 de junho.

“Só faremos isso se for seguro”, afirmou ele ao Parlamento. Mais tarde, em uma coletiva de imprensa, ele disse que até três quartos dos casos novos de coronavírus são da variante indiana.

Acredita-se que ela se espalha mais rapidamente do que a variante dominante anterior B.1.1.7 “Kent”, mas especialistas dizem que as vacinas ainda protegem da forma grave da covid-19.

Responsabilidade

Dominic Cummings, ex assessor-chefe do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, atacou a gestão do governo no combate à pandemia de covid-19. Em sabatina do Comitê de Ciência e Saúde do Parlamento britânico, ele acusou o ex-aliado de tomar decisões desastrosas que teriam levado pessoas a morrerem em circunstâncias horríveis.

Em depoimento, Cummings afirmou que o governo foi lento em sua resposta inicial à pandemia, acumulando erros que podem ter custado vidas. Entre eles, o primeiro-ministro teria dito que a covid-19 seria apenas uma história para causar medo, comparou o vírus com o H1N1, causador da gripe suína e, para acalmar a população, considerou contrair o coronavírus ao vivo, em rede de televisão. “As pessoas não receberam o tratamento que mereciam”, afirmou o ex-aliado do governo.

Em fevereiro de 2020, quando os primeiros casos da doença foram registrados no Reino Unido, o premiê estaria de férias esquiando. Em março, impôs o primeiro lockdown nacional e, um mês depois, foi infectado por covid-19 e chegou a ser internado. Para Cummings, o enfrentamento da pandemia naquele período foi caótico e “parecido com um filme fora de controle”.

Em dezembro do ano passado o Reino Unido iniciou uma campanha de vacinação em massa, que vem reduzindo a quantidade de novos casos registrados, mas ainda amarga o maior número absoluto de vítimas por covid na Europa — com 128 mil mortes.

Em resposta, Johnson afirmou que lidar com uma pandemia nesta escala foi terrivelmente difícil. “Tentamos, em todas as fases, minimizar a perda de vidas, salvar vidas, proteger (o serviço de saúde) e seguimos os melhores conselhos científicos que pudemos”, disse. O governo reconhece que terá de responder a perguntas sérias em um futuro inquérito público.

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