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Política Veja as próximas etapas da delação premiada e como fica a rotina do coronel Mauro Cid após sair da prisão

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Cid estava preso desde o dia 3 de maio em Brasília.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Cid estava preso desde o dia 3 de maio em Brasília. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou acordo alinhado com a defesa do tenente-coronel Mauro Cid para que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro faça delação premiada à Polícia Federal (PF). A ordem, expedida neste sábado (9), envolve uma série de etapas que afetam Cid. A primeira delas, trata da soltura do militar, que conseguiu liberdade provisória no âmbito do acordo.

Veja o passo a passo

Proposta
Mauro Cid e seu advogado, Cezar Bitencourt, procuram o gabinete do ministro do Supremo Alexandre de Moraes na última quarta-feira (6), oferecendo um acordo de delação premiada.

Aval
O Ministério Público Federal (MPF), uma das partes aptas que poderia negociar o acordo, tem dúvidas sobre a validação do instrumento. Mas a PF, autorizada desde 2018 pelo Supremo, a conduzir a negociação diretamente com o investigado, aceita firmar o acordo com Cid

Homologação
Para ter validade, o ministro do Supremo precisa homologar o acordo de delação, o que ocorreu sábado. O ministro avaliará nesta fase se colaboração foi feita de forma regular, legal, se os benefícios previstos ao investigado estão adequados à lei, e se não foram prometidas coisas impossíveis de serem concedidas.

Sigilo
A partir do recebimento da proposta, todo o processo passa a ser confidencial. O investigado passa a ser obrigado a renunciar ao direito ao silêncio em todos os depoimentos que prestar.

Novas apurações
A partir dos depoimentos do tenente-coronel, novas diligências serão tomadas, entre elas, prisões e buscas.

Suspensão do acordo
A lei prevê que a delação, mesmo após homologada, seja rescindida, caso Mauro Cid, dolosamente, não conte tudo o que sabe sobre os fatos investigados. Se isso ocorrer, ele corre o risco de perder os benefícios.

O tenente-coronel foi escalado para a função de ajudante de ordens de Bolsonaro pouco antes da posse, em 2018, quando estava pronto para assumir uma função nos Estados Unidos. Cid abriu mão de acompanhar a missão no exterior para assessorar Bolsonaro. Pela função, ganhava R$ 1,7 mil, mais o salário militar de R$ 26 mil.

Cid estava preso desde o dia 3 de maio em Brasília. Ele é alvo de suspeitas que envolvem fraude em cartões de vacinação, venda irregular de presentes dados ao governo brasileiro e tramas para um possível golpe de estado no País.

De acordo com a investigação, o então ajudante de ordens da Presidência teria atuado para fraudar certificados de vacinação para si próprio e para seus familiares antes de uma viagem aos Estados Unidos. Os dados de Bolsonaro, assim como o de sua filha, Laura Bolsonaro, também teriam sido fraudados por orientação do então ajudante de ordens.

Desde que mudou de estratégia e passou a colaborar com a PF, Cid já prestou três longos depoimentos nas investigações das quais é alvo.

A investigação mais avançada é a que trata da venda de presentes recebidos por Bolsonaro durante sua passagem pela Presidência. A PF identificou que Cid, com participação do seu pai, o general da reserva Mauro Lourena Cid, vendeu dois relógios recebidos pelo ex-presidente de outros chefes de Estado.

 

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6 Comentários
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Doris Monroe
11 de setembro de 2023 03:47

Sim quiétos! com o soldo todo mês no bolso. Um capitão ganha $ 25 mil reais por mês. Tudo sai do nosso suor impostos, SAMU com médicos fazeteiros…sem segurança sem escola…é os bonitos quietos…os come quiéto! deviam acabar com Forças frouxas. O próprio cidadão armado e treinado faria a defesa de sua família.

Getulio Dos Santos Dias
10 de setembro de 2023 23:33

o exécito está quieto.

Andre Palo
11 de setembro de 2023 00:08

Militares negociando caixas extras de Viagra, para colaborar.
T
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Vanderlei Stefani
11 de setembro de 2023 00:33

O ladrão de jóias e a micheque foram vistos chorando na igreja. Kkkkkkkk

Doris Monroe
11 de setembro de 2023 03:42

Traidores 🍉 podres inoperantes, foram no 7 de setembro servir cachorro quente prá petralhada que já tinham enchido o rabo de cachaça.

Ck Ps
11 de setembro de 2023 12:55

os “honestos” bolsonaristas tudo se comendo, mas agora a turma contra corrupção fica quietinha

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