Domingo, 30 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 28 de agosto de 2026
Quando o assunto é atrair estrangeiros, os primeiros nomes que vêm à cabeça são os países ricos da Europa. Mas, ao mapear os incentivos à imigração dos 36 destinos do guia da imigração Viver pelo Mundo, quem aparece no topo são nosso vizinhos latinos, que oferecem de benefícios fiscais a programas para nômades digitais, estudantes e descendentes.
O Uruguai, por exemplo, combina residência permanente direta via Acordo do Mercosul, um regime tributário que concede a novos residentes até 11 anos de isenção sobre rendimentos vindos do exterior e a demanda de um setor de tecnologia que é o maior exportador de software per capita da América Latina.
A Argentina, além do processo facilitado pelo Mercosul, oferece vistos para trabalhadores remotos e as Becas de Integración Regional, bolsas de cerca de R$ 900 mensais para latino-americanos que querem fazer mestrado ou pesquisa. O Chile, por sua vez, mantém o programa Servicio País, que remunera profissionais e técnicos para atuar em comunidades rurais com ajuda de custo de aproximadamente R$ 3.500 por mês, além de seguro saúde e passagens.
Já a Costa Rica adota tributação territorial: qualquer renda gerada fora do país fica totalmente isenta de imposto local, o que atrai aposentados e nômades digitais. A Grécia oferece isenção de 50% do imposto de renda por até sete anos a quem transfere a residência fiscal para lá. Nesse quesito, aliás, os destinos latino-americanos e do sul da Europa costumam ser mais generosos que os países mais ricos do continente europeu.
Incentivos para descendentes e para o interior
Alguns países miram perfis específicos. A Croácia oferece a brasileiros de origem croata subsídios de até € 22 mil (cerca de R$ 130 mil) para abrir um negócio, além de isenção total de imposto de renda sobre salários por cinco anos. Outros apostam na interiorização. Portugal, Chile e Austrália dão benefícios a quem aceita morar longe dos grandes centros.
Para talentos e estudantes
Quase todos os 36 países oferecem algum incentivo para atrair mão de obra qualificada ou estudantes, das bolsas do Instituto Sueco e da Eiffel Excellence, na França, aos vistos de talento dos Estados Unidos, da Alemanha e do Reino Unido, este último com condições especiais para profissionais de saúde. A Islândia chega a oferecer bolsas para estrangeiros que queiram estudar islandês como segunda língua. As informações são do jornal O Globo.
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