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Armando Burd Vem rojão

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Um, dois, três minutos, nada mais, e o PMDB estava fora do governo. A direção da executiva evitou a discurseira para não prolongar a reunião decisiva em Brasília. A reação vem hoje. Na primeira manhã após o rompimento, a Câmara dos Deputados promove sessão solene em homenagem aos 50 anos do PMDB. Os parlamentares abrirão a artilharia, liberando o que chamam de efeito cumulativo. Alguns, que se consideravam aliados de segunda categoria, preparam-se para a desforra. Lembrarão que nos sete ministérios ocupados pelo partido, as funções de decisão pertencem a petistas. Aliás, não é novidade.

O PT não ficará em silêncio e também armazena carga pesada.

 

TENTAÇÃO

O PSD, que sempre se declarou não ser de esquerda, de direita ou de centro, está em dúvida. Os cabelos pintados de seu líder, Gilberto Kassab, ficaram arrepiados até a raiz quando lhe ofereceram ontem mais cargos no governo.

 

HÁ 10 ANOS

A 30 de março de 2006, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, admitiu a possibilidade de a entidade retomar a discussão sobre pedido de impeachment do presidente Lula, caso fosse reeleito. A tentativa anterior do pedido de afastamento foi no auge da crise do mensalão. Segundo Busato, a proposta não avançou por dois fatores: o calendário eleitoral e a falta de confiabilidade na Câmara dos Deputados em função dos problemas que ocorreram durante a legislatura.

 

PARA ENTRADA DE DINHEIRO

Projeto de lei, autorizando o governo a vender títulos da dívida ativa do Estado, começa a tramitar na Assembleia Legislativa. Atualmente, o Executivo tem a receber 36 bilhões de reais de empresas devedoras de tributos. O autor é o deputado Jorge Pozzobom.

Levantamento da Secretaria da Fazenda apontam que parte desse valor já caducou. Apenas 16 bilhões ainda são passíveis de recuperação. O governo venderia para instituições financeiras o direito de cobrar a dívida. Dessa maneira, o Estado iria acelerar a obtenção de recursos.

O Executivo discorda, achando que não pode negociar só “o filé mignon”. Precisa ir junto a parte considerada perdida. Desse jeito, haverá desentendimento.

 

NÃO É NOVIDADE

Deu no jornal: “A Câmara dos Deputados aprova verba para o combate à seca.” A notícia se repete há 70 anos. Parte do dinheiro serviu para compra de apartamentos em Copacabana, cujos donos jamais foram importunados.

 

RÁPIDAS

* O governo estadual em dúvida se deve participar do lançamento da Frente da Segurança Pública, às 13h de hoje, na Assembleia. Terá de ouvir cobranças.

* O deputado Jeferson Fernandes foi a voz isolada do PT, na sessão plenária da Assembleia, ontem, a subir na tribuna e defender a presidente Dilma.  

* Em época de crise política, surgem criações jurídicas. O senador Humberto Costa, do PT, acha que está havendo “golpe constitucional”.

* Manchete do site do PT ontem: PMDB golpeia a democracia e inspira gole.

* As contas do ex-presidente Collor, de 1990 a 1991, ainda não foram votadas pela Comissão de Finanças da Câmara. O episódio enriquece a série O Impossível Acontece.

* As bancadas governistas no Congresso estão terminando o curso intensivo denominado Tudo se Explica. Depois, virá outro com o tema Ninguém sabe, ninguém viu.

* Quem vai encaminhar o pedido de impeachment de Dunga?

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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