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Economia Vendas do comércio brasileiro caem 1,7% em junho após dois meses de alta

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Foi a maior retração do setor neste ano

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O arrefecimento da confiança se concentrou em questões relacionadas à piora na percepção das condições atuais da economia. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Após dois meses seguidos de alta, as vendas do comércio varejista caíram 1,7% em junho, na comparação com maio, mostram os dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Foi a maior retração do setor neste ano e a segunda maior para um mês de junho desde o início da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), em 2000. Com o resultado de junho, o varejo se encontra 2,6% acima do patamar pré-pandemia”, informou o IBGE.

Na comparação com junho do ano passado, porém, houve alta de 6,3% no volume de vendas. O resultado veio abaixo do esperado. A expectativa de pesquisa da Reuters era de avanço de 0,7% na comparação mensal e de 9,1% sobre um ano antes.

Alta de 3% no 2º trimestre

Apesar da queda em junho, fechou o 2º trimestre com alta de 3% frente aos 3 primeiros meses do ano. O setor acumulou ganho de 6,7% no ano e de 5,9% nos últimos 12 meses.

“O varejo ainda se encontra acima do patamar de fevereiro de 2020, ou seja, de antes da pandemia. Mas, na comparação com o patamar recorde da série, que é de outubro de 2020, o setor está 3,9% abaixo”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

O que mais caiu

Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram retração na passagem de maio para junho, sendo a mais intensa no segmento de tecidos, vestuário e calçados (-3,6%). No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, as vendas caíram 2,3% na passagem de junho para maio. Frente a junho de 2020, houve alta de 11,5%. No ano, acumula alta de 12,3% e, em 12 meses, avanço de 7,9%.

Resultado por estados

Na passagem de maio para junho, o varejo teve retração em 18 das 27 unidades da Federação. Os destaques de alta foram Amapá (-16,7%), Rio Grande do Sul (-5,1%) e Mato Grosso do Sul (-4,0%). Já entre os estados que tiveram crescimento destacam-se Ceará (2,5%), Espírito Santo (2,2%) e Pará (1,9%).

Perspectivas

Na semana passada, o IBGE mostrou que a produção industrial brasileira ficou estagnada em junho, acumulando uma perda de 2,5% no segundo trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano.

Apesar do avanço da vacinação contra o coronavírus e da reabertura gradual da economia, a recuperação da atividade econômica tem mostrado perda de fôlego nos últimos meses em meio à escalada da inflação, recuperação tímida do mercado de trabalho e aumento das incertezas fiscais e políticas.

A expectativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) no ano permanece em 5,3%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Já para 2022, a projeção dos analistas das instituições financeiras diminuiu de 2,10% para 2,05%.

Já a estimativa para a inflação em 2021 está 6,88%. Os analistas também aumentaram de 7% para 7,25% ao ano a previsão para a taxa básica de jutos no fim de 2021. Com isso, são esperadas novas altas na Selic nos próximos meses.

Na ata de sua última reunião, quando elevou a Selic para 5,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária do Banco Central avaliou que a inflação ao consumidor continua se revelando “persistente”, indicando uma nova alta de um ponto percentual no juro básico em sua próxima reunião, marcada para 21 e 22 de setembro.

tags: Brasil

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Adroaldo Mousquer
11 de agosto de 2021 13:06

Se achar que a economia está mal, é petista, comunista, contra o voto impresso e etc… o “cara” quer é confusão, divisão. “E surgirão falsos profetas e MESSIAS que …”

Macporto Edyeh
11 de agosto de 2021 15:26

Mas como a economia vai reagir? Nem a tabela do imposto de renda da pessoa física foi corrigido, já tendo até 12/2020 104% de defasagem! O jegues acha que passar a isenção de 1900,00 para 2.500,00 já é “suficiente”!! Como aumentar o consumo se cada vez mais os brasileiros pagam mais imposto e sobra menos?? E tem “gente” que ainda “defende” este DESgoverno que cobra cada vez mais imposto!!

Ck Ps
11 de agosto de 2021 20:56

os lojistas ja estao falando q a queda nao decorre da pandemia. É simples, a inflação esta corroendo a todos, sobretudo aquele q compra. Pode ter pib alto com a realidade miserável, e daí vc é comunista se questiona isso…

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