Sábado, 03 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 1 de outubro de 2019
Na manhã desta terça-feira (1º) foi deflagrada a Operação Argentários, que combate crimes contra administração pública e associação criminosa no âmbito da Câmara Municipal de Porto Alegre. André Carús (MDB), vereador de Porto Alegre, foi preso por suspeita de extorquir os servidores, que eram obrigados a fazer empréstimos para saldar dívidas contraídas pelo político. Os valores emprestados pelos servidores chegaram a superar R$ 300 mil.
(Foto: O Sul)
A Polícia Civil está cumprindo ordens de busca e apreensão em 10 lugares, entre eles a Câmara Municipal de Vereadores, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e seis residências. Nos locais, foram apreendidas pastas, tabelas e agendas que organizavam os pagamentos, além de dinheiro em espécie em notas de dólares, euros e libras. Foram encontrados aproximadamente R$60 mil reais.
“Hoje prendemos um agente político de expressão. Ele está na condição de investigado e está preso na investigação. Essa operação ainda terá mais desdobramentos”, prometeu o delegado Max Otto. A equipe de O Sul entrou em contato com a assessoria do vereador, que afirmou ainda não ter um posicionamento sobre o caso.
No final da manhã, o MDB, partido do qual Carús é filiado, emitiu uma nota sobre o caso, lamentando o episódio.
O MDB de Porto Alegre lamenta e recebe com surpresa o episódio envolvendo o vereador André Carús. O partido entende que os fatos devem ser apurados pelas instituições competentes e espera que a verdade apareça. Carús pediu afastamento do cargo de presidente do MDB da capital. O comando partidário ficará com o 1º vice-presidente, deputado estadual Tiago Simon.
Trajetória política
Entre 2011 e 2012, Carús foi secretário municipal adjunto do Meio Ambiente de Porto Alegre (SMAM) e, em 2013, assumiu a direção-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Nas eleições municipais de 2016, foi o segundo vereador mais votado do MDB, recebendo mais de 6 mil votos. Desde agosto deste ano, o político também era presidente do partido na capital gaúcha.
Em novembro de 2016, Andre Carús já havia sido investigado pela Operação Fosso de Tártato, que investigava crimes contra a administração pública do DMLU. Um dia depois do início da investigação, Carús pediu exoneração do cargo.