Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Mundo Vestidos de branco, opositores fazem “marcha em silêncio” após distúrbios na Venezuela

Violência já deixou 20 mortos em três semanas no país. (Foto: Reprodução/Twitter/@hcapriles)

Vestidos de branco, opositores venezuelanos seguiram neste sábado (22) até a sede da Conferência Episcopal, em Caracas, em uma “marcha do silêncio”, após o aumento da violência que deixou 20 mortos em três semanas de protestos contra o governo. Em meio a um forte esquema de segurança, várias marchas confluíram para a frente da sede da instituição eclesiástica, considerada pelo governo como um “ator político”. Lá, lideranças da oposição se reuniram com representantes da Igreja.

A Conferência Episcopal fica no Oeste de Caracas. Pela primeira vez, os manifestantes opositores completaram seu trajeto, passando por zonas consideradas bastiões chavistas, sem os confrontos que se tornaram recorrentes nas últimas semanas. Depois do fim da mobilização, houve alguns choques no leste de Caracas, onde a polícia usou gás lacrimogêneo para impedir bloqueio das ruas. De um modo geral, porém, o evento transcorreu sem problemas.

“A Venezuela quer paz!”, gritou um grupo de manifestantes acompanhados por policiais motorizados, depois de chegarem a um acordo com os agentes.

Em outro ponto, em um bairro popular, também após negociações, a Guarda Nacional afastou seus homens para deixar o caminho livre. Entre aplausos e entoando o hino nacional, os manifestantes continuaram sua marcha.

“Vamos continuar na rua. Esta não é a hora de desistir, é a hora de resistir (…). Se todos os venezuelanos se unirem, não haverá cúpula corrupta que possa com a força de cada um de nós”, afirmou o líder Henrique Capriles, em um megafone. Muitos manifestantes usavam camisetas brancas com a palavra “PAZ”, levando bandeiras e bonés em vermelho, azul e amarelo, além de flores brancas.

De acordo com pesquisas, sete em cada dez venezuelanos reprovam o governo de Nicolás Maduro, asfixiados por uma severa escassez de alimentos e de remédios, além de uma inflação que deve alcançar, segundo o Fundo Monetário Internacional, 720,5% este ano – a maior do mundo. (AFP)

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