Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de setembro de 2015
Você conseguiu um preço bom em uma passagem promocional para os Estados Unidos, mas não quer (nem pode) gastar além da conta quando o dólar está valendo quase o quádruplo do real. Isso é possível?
Se você tiver paciência e souber procurar, sim. Para ajudar o viajante a poupar, desde a compra do dólar até a escolha da hospedagem e dos passeios, a reportagem conversou com um economista e uma blogueira brasileira que vive no país americano.
A partir de sugestões deles, veja dicas que podem ajudar você a se divertir e conseguir voltar ao Brasil sem entrar no vermelho.
Deixe o crédito de lado.
Em tempos de variação alta da moeda, como carregar dinheiro? “A forma mais econômica é em espécie, que tem um IOF [Imposto sobre Operações de Crédito] de 0.38% – o do cartão pré-pago sofre 6.38% [assim como o de crédito]. Ainda é interessante porque a pessoa administra melhor esse valor”, aposta o economista Samy Dana. O crédito deve ser visto como última opção.
Pesquise on-line a casa de câmbio.
Para achar uma casa de câmbio mais econômica, vale fazer uma boa pesquisa. A página do BC (Banco Central) pode ajudar nessa hora. “Existe um lugar no site chamado Ranking do Valor Efetivo Total, que mostra as corretoras que saíram mais baratas nas últimas semanas. Daí, você liga e pesquisa”, indica o economista.
Abuse da economia compartilhada.
Para a blogueira brasileira Marina Vidigal Brandileone, autora do “Ideias na Mala” e que mora há três anos em São Francisco (EUA), um modo legal de poupar atualmente é usar sites de economia compartilhada – seja para hospedagem, transporte ou até mesmo alimentação.
“Na Califórnia, o Airbnb funciona muito bem. E para quem não quer gastar um tostão, tem sempre o Couchsurfing. Aqui, em São Francisco, tem vários encontros da galera do site, e quanto mais você é envolvido na comunidade, mais fácil as pessoas te convidarem para ficar em casas e lugares melhores”, garante.
Transporte na ponta do lápis.
Alugar um carro não é uma boa opção em todas as cidades, mas também nem sempre comprar aquele bilhete de múltiplas viagens do metrô vai fazer você economizar. “Vale muito a pena planejar as contas. Não compre de olho fechado, porque muitas vezes você não vai precisar pegar metrô, pois pode caminhar”, sugere Marina.
Faça refeições em casa ou piqueniques.
Outra economia com comida que vale tanto para os EUA quanto para qualquer destino é comprar produtos em supermercados e cozinhar onde se está hospedado. Para quem fica em hostel ou aluga apartamento, é uma boa opção.
Busque atrações gratuitas em guias locais.
Pesquisar em sites locais garante não apenas dicas mais atualizadas, mas economia: guias com programações gratuitas, páginas que oferecem descontos, tudo isso pode ajudar na hora de planejar os passeios.
Rastreando descontos: cupons e outlets.
“Uma coisa que americano adora são os cupons”, diz Marina. Por meio dos bilhetes, rolam descontos e benefícios. É possível conseguir desde em sites específicos para o serviço até em páginas de lojas e atrações – se você der uma busca combinando o nome da cidade para onde vai e “coupons”, provavelmente vai achar bastante coisa.
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