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Rio Grande do Sul Vice-governador Gabriel Souza assume o comando do Rio Grande do Sul até a próxima sexta-feira

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Emedebista ainda não definiu seu fututo profissional no curto prazo. (Foto: Arquivo/O Sul)

A partir deste sábado (7), o vice-governador Gabriel Souza assume temporariamente o comando do Poder Executivo no Rio Grande do Sul. Ele permanece como interino até a próxima sexta-feira (13), devido à participação do titular Eduardo Leite em evento na Turquia – viagem que pode ser a última em caráter internacional no seu atual mandato, que se encerrará em dois meses.

Gabriel cumprirá uma agenda de compromissos institucionais, incluindo reuniões com prefeitos, parlamentares e representantes de diferentes setores. Também está confirmada sua presença na cerimônia de abertura da Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado (Serra Gaúcha), bem como no 4º Congresso Cerealista Brasileiro, em Florianópolis (SC).

Vinculado ao MDB, o atual vice-governador amargou em outubro o terceiro lugar (com 8,4% dos votos) na eleição para o governo gaúcho, vencida em primeiro turno por Luciano Zucco (PL) e que teve em segundo lugar Juliana Brizola (PDT). Ele ainda não definiu – ao menos publicamente – o que fará após a troca de “inquilinos” no Palácio Piratini, em 6 de janeiro.

O próprio Gabriel já admitiu à imprensa que estuda algumas possibilidades. Em seu leque constam opções como atuar no setor privado (como consultor, por exemplo) ou mesmo partir em busca de aperfeiçoamento no Exterior, complementando seu curso de doutorado em Administração Pública na Universidade de Lisboa (Portugal).

Natural em Tramandaí (Litoral Norte do Estado) e formado em Medicina Veterinária pela Universidade Luteana do Brasil (Ulbra), ele é casado, tem uma filha de 9 anos e completará 43 anos em janeiro. Sua carreira política foi construída em sua cidade de origem, desde a atuação de destaque na ala jovem do MDB ao cargo de secretário municipal de Planejamento.

Foi eleito e reeleito deputado estadual (2014-2018), com votações expressivas. Na Assembleia Legislativa, liderou a bancada de apoio ao correligionário e então governador José Ivo Sartori (2015-2018) e presidiu a instituição (2021), currículo que o credenciou a compor a chapa que deu a Eduardo Leite o seu segundo mandato no Palácio Piratini, em 2022 – a gestão anterior teve como vice o ex-delegado e ex-secretário da Segurança Pública Ranolfo Vieira Júnior.

Missão internacional

Leite está à frente da delegação gaúcha que participa da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), na cidade turca de Antália. O evento reúne líderes de diversos países em debater sobre desenvolvimento sustentável e ações voltadas ao segmento ambiental, incluindo o enfrentamento e adaptação a catástrofes.

“A missão do Rio Grande do Sul tem por finalidade apresentar a experiência gaúcha na reconstrução e fortalecimento da resiliência climática, ampliar parcerias internacionais e contribuir no debate sobre os caminhos para transformação de compromissos climáticos em ações concretas”, ressalta um informe publicado no portal estado.rs.gov.br.

Também presente na comitiva, a secretária estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, Isa Carla Osterkamp, trata o evento como uma oportunidade para apresentar o trabalho técnico que sustenta a agenda climática do Estado e buscar parcerias para avançar na implementação das ações:

“Levaremos experiências como o Plano de Ação Climática e o Plano de Transição Energética Justa, com foco em transformar planejamento em resultados para a população. Queremos fortalecer a cooperação internacional e ampliar o acesso ao financiamento para projetos que reduzam emissões, preparem nossos municípios para os eventos extremos e promovam um desenvolvimento mais resiliente e sustentável”.

Outro aspecto a ser levado pela missão gaúcha é o fortalecimento do financiamento climático e da cooperação entre governos nacionais, regionais e locais, de forma integrada com organismos internacionais, instituições financeiras e de fomento, para que os recursos disponíveis sejam efetivamente direcionados a quem está na linha-de-frente da implementação das políticas públicas e dos projetos de adaptação e mitigação.

(Marcello Campos)

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