Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2024
Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma mulher diz que a direção da Escola Jussara Maria Polidoro, no bairro Guajuviras, em Canoas, está guardando doações de comida e roupas ao invés de distribui-las a quem vinha pedir. Ela afirma que comidas que foram estocadas acabaram estragando e tiveram que ser jogadas fora.
Na postagem, consta a seguinte legenda, com indicação de que o texto foi editado posteriormente à publicação: “Deu certo, a polícia foi até o local e liberou as doações para o povo. E destrancou as salas”.
O Colégio Estadual Jussara Maria Polidoro se tornou abrigo no dia 4 e chegou a receber, num primeiro momento, cerca de 400 pessoas. Desde o início, segundo a direção, a orientação foi distribuir alimentos e roupas prioritariamente para os abrigados.
Tanto a direção da escola quanto voluntários negam que comidas estragaram por estarem sendo estocadas. De acordo com eles, marmitas e sacos de pães foram postos fora por já terem chegado estragados ao colégio. A Brigada Militar afirmou que não tomou conhecimento da denúncia feita no conteúdo enganoso.
Segundo o diretor da escola, Giovani Ivankio, a orientação desde o início foi privilegiar a distribuição de comida e roupas para as pessoas que estavam abrigadas no colégio, entregando à comunidade local apenas o excedente.
Inicialmente, a comida oferecida foi a que já constava na unidade para atender os alunos. No dia 6 de maio, segundo a direção, havia cerca de 300 pessoas abrigadas no local.
“Na hora eu precisava dar comida para os abrigados”, disse o diretor da escola. “Se eu distribuísse para a população, em cinco minutos levariam tudo. Eu não poderia abrir as portas para que as pessoas fossem lá e pegassem as comidas. Era necessário atender os abrigados naquele momento, que chegaram sem nada, molhados, depois de terem perdido tudo”.
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