Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Vídeo feito pela Polícia Federal argentina põe em xeque perícia da morte do promotor que queria a prisão de Cristina Kirchner

Compartilhe esta notícia:

Peritos analisaram as imagens e apontaram erros (Foto: Polícia Federal/Reprodução)

Um vídeo da Polícia Federal argentina divulgado na noite de domingo (31) no programa “Periodismo Para Todos”, do apresentador Jorge Lanata, mostra pela primeira vez o trabalho dos peritos no apartamento do promotor Alberto Nisman, encontrado morto no banheiro com um tiro na cabeça em 18 de janeiro. Especialistas apontam erros no trabalho de investigadores e na presença de pessoas não envolvidas no trabalho. A promotora Viviana Fein, encarregada da investigação, sustentou que o procedimento foi normal “para um caso dessa dimensão”.

As imagens divulgadas pela corporação mostram um perito com luvas manipulando a pistola calibre 22 com um lado coberto de sangue e o outro, que ficou sob as costas de Nisman, limpo. O homem remove o sangue da arma com papel higiênico, para identificar a pistola. Ao retirar o carregador da arma, toca cada uma das balas com a luva ensanguentada.

Erros

“Esse para mim foi o principal erro. Cada bala é empurrada com o polegar e todos os cartuchos foram tirados com luvas manchadas de sangue. Era um procedimento básico trocar de luvas”, declarou a professora de balística Cristina Vázquez, do Instituto Pericial de Ciências Forenses.
Depois de retiradas as balas, cujas digitais poderiam mostrar quem carregou o revólver, elas foram colocadas sobre o bidê do banheiro. Isso explicaria porque manchas de sangue foram encontradas na peça. “A mãe de Nisman não poderia estar no local mexendo em documentos”, acrescentou a professora de balística.

Outro especialista, Ernesto Duronto, vice-presidente da Associação de Peritos Médicos de Buenos Aires, disse que ter “40 pessoas no local” torna impossível que qualquer pista aproveitável tenha sido encontrada nas duas inspeções feitas meses depois no apartamento. “Se eu fosse apresentar a meus alunos um vídeo de tudo o que não deve ser feito em uma perícia, seria esse. Limpar a arma com papel higiênico é um erro básico”, resumiu Doronto ao canal TN.

Divulgação

A promotora Viviana afirmou que a divulgação do vídeo “não a afeta”. “A manipulação da arma é normal. Depois foi guardada em uma embalagem vedada”, disse ela à rádio La Red, assegurando que o procedimento de limpeza com papel era essencial para se certificar da numeração. Viviana prometeu dar, em um período máximo de 30 dias, uma resposta para o caso.

Denúncia

Nisman havia denunciado a presidente Cristina Kirchner de acobertar iranianos acusados do atentado contra a Associação Mutual Israelita-Argentina, que resultou na morte de 85 pessoas em 1994, quatro dias antes de aparecer morto. Sua denúncia foi arquivada. (AE)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Número de vistos para brasileiros nos Estados Unidos bate recorde em 2014
41% dos brasileiros acham que a imprensa mostra situação econômica pior do que a realidade
Pode te interessar