Domingo, 27 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de junho de 2015
Uma pesquisa do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) verificou que 41% da população acha que a imprensa mostra uma situação econômica mais negativa no Brasil do que o próprio entrevistado percebeu no seu cotidiano, contra 28% que discordam dessa posição. O levantamento foi realizado com 2 mil brasileiros em 141 municípios, entre os dias 14 e 18 do mês anterior.
De acordo com o estudo, a maioria da população não sabe qual é o atual índice de inflação no País e também desconhece a atual taxa de desemprego. Em ambos os casos, a maior parte dos entrevistados acredita que a situação é pior do que de fato é. Por exemplo, 43% acham que a inflação é maior do que no governo de Fernando Henrique Cardoso, contra 22% que pensam o contrário. No fim de 2002, último ano de presidência de FHC, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 12,5%. O cenário atual é de um IPCA acumulado de 4,56% até abril. Quanto ao desemprego, apenas 15% disseram que a taxa atual, de 6,4% em abril, está entre 4% e 8%.
Faturamento menor
O faturamento real das micro e pequenas empresas paulistas, em março, registrou um recuo de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já na comparação com fevereiro deste ano, houve aumento de 6,1%. Os dados constam de uma pesquisa divulgada nessa segunda-feira pelo Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), feita com o apoio da Fundação Seade.
Em março, a receita total das micro e pequenas empresas paulistas somou 46,9 bilhões de reais, uma queda de 2,4 bilhões de reais em relação a março de 2014. Segundo o Sebrae, os resultados do mês refletem a confiança em baixa dos consumidores, o aumento do desemprego, a queda do rendimento real dos trabalhadores, a inflação mais elevada e os efeitos de curto prazo das medidas de ajuste da economia, que afetaram o nível de consumo interno.
O setor mais afetado foi o de serviços, que apresentou diminuição de 12,2% na comparação com março de 2014. Já os setores de indústria e de comércio apresentaram pequena alta de 0,7% e 0,1%, respectivamente.
De janeiro a março deste ano, as micro e pequenas empresas paulistas registraram redução de 12,8% no faturamento real em comparação a 2014 e queda de 0,1% no total de pessoal ocupado em relação a igual período.
Para os próximos seis meses, a expectativa dos micro e pequenos empresários é que haverá estabilidade no faturamento. Para o Sebrae, 2015 será um ano de análise e cautela por parte dos empreendedores, evitando desperdícios e racionalizando produção e/ ou vendas.
Recuperação em 2016
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse nesta segunda-feira (1°), em São Paulo, que a recuperação da taxa de investimento do País deve começar em 2016. Segundo ele, a taxa subiu de 17% do PIB (Produto Interno Bruto), nos anos de 2003 e 2004, para 20,5%, no período de 2009 e 2010.
Conforme Barbosa, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) contribuiu para esse crescimento.
“[A taxa de investimento] caiu abaixo de 20% de novo este ano. Com as ações que estamos adotando, esperamos que [a taxa] comece a se recuperar a partir de 2016 e retorne a 20% em 2017. Com o plano de concessões, a gente espera até que seja mais rápido”, declarou. O ministro participou, na capital paulista, de um evento na FGV (Fundação Getulio Vargas) sobre o ajuste fiscal.
Segundo Barbosa, a taxa de investimento caiu em 2015 devido às incertezas do cenário internacional. Explicou que, além de ações de incentivo como a nova rodada de concessões – prevista para ser anunciada na próxima semana –, as medidas de ajuste fiscal e controle da inflação contribuirão para retomada do investimento. “Com maior previsibilidade na política econômica, as pessoas terão mais confiança”, disse.
O ministro disse ainda que o governo tem tomado várias iniciativas para aumentar o investimento em educação, mesmo com o contingenciamento anunciado no último dia 22, que bloqueou 9,423 bilhões de reais do Ministério da Educação.
Barbosa informou que considera a qualificação do trabalhador estratégica para elevação da produtividade. Ele reafirmou que, mesmo após os cortes, o Orçamento previsto para o Ministério da Educação supera o mínimo exigido na Constituição e que não houve corte das verbas de custeio para a área. (ABr)
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