Terça-feira, 10 de março de 2026
Por Redação O Sul | 9 de março de 2026
Desde a confirmação do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em aves silvestres no Rio Grande do Sul este ano, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) intensificou as ações de vigilância sanitária na Região Sul do Estado. O foco foi registrado em 28 de fevereiro na Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar.
Nessa segunda-feira (9), equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Seapi capacitaram 51 agentes de endemias, saúde e controle epidemiológico do município. A agenda incluiu reunião com representantes da prefeitura de Chuí. O objetivo foi apresentar informações atualizadas sobre a situação sanitária e alinhar estratégias de prevenção e controle do foco da doença.
Conforme a fiscal agropecuária do DDA, Rosane Collares, a articulação com os municípios e a qualificação de profissionais que atuam diretamente nas comunidades fortalecem a vigilância: “Na sexta-feira [6] realizamos reunião com a prefeitura de Santa Vitória do Palmar, e hoje estivemos em Chuí para alinhar informações com as autoridades locais”.
Já o treinamento reuniu agentes de endemias, profissionais da saúde e integrantes da Estratégia Saúde da Família. “Esses profissionais atuam diretamente nas residências e serão importantes multiplicadores de informação, devido à sua ampla presença nas comunidades”, acrescenta Rosane.
A Seapi orienta que qualquer suspeita da doença nos animais – caracterizada por sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves – seja comunicada imediatamente. As notificações podem ser feitas nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou por meio do envio de mensagem pelo aplicativo whatsapp, número (51) 98445-2033.
Educação sanitária
O veterinário Felipe Campos, coordenador de Educação Sanitária da Seapi, explica que as ações educativas ocorrem de forma contínua e estão integradas às atividades de vigilância em campo. Ainda segundo ele, o trabalho inclui contato direto com a comunidade e reuniões com gestores das áreas de educação, saúde, meio ambiente, agricultura e defesa civil, realizadas de forma presencial e on-line:
“A atuação seguirá nas comunidades por meio de orientações técnicas voltadas a esclarecer a população e reforçar a importância de utilizar nossos canais oficiais de comunicação. Paralelamente, estamos estruturando um cronograma de atividades educativas nas escolas da região”.
A educação sanitária é considerada um componente essencial da defesa agropecuária, tanto na prevenção quanto no enfrentamento de doenças. Em situações de foco, essa estratégia ganha ainda mais relevância, pois conscientiza a população sobre seu papel e contribui para o sucesso das ações de resposta e controle sanitário.
Atuação integrada
O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), em parceria com equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atua de forma integrada na Lagoa da Mangueira, onde foi identificado o foco em aves silvestres da espécie Coscoroba, conhecida como cisne-coscoroba. Até o momento, são 20 cisnes e uma garça-moura encontrados com a doença.
Dentre as ações realizadas, estão vistorias em campo para monitoramento de aves. São utilizados barcos e drones para supervisionar a lagoa e a área do foco. As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirma ou não presença do vírus.
(Marcello Campos)
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