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Brasil Violência em São Paulo: homem é espancado até a morte após matar a ex-namorada a facadas

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Fotos a partir de vídeo feito por celular mostra flagrante de homem esfaqueando ex e amiga e depois sendo contido e morto por pessoas que passavam pelo ponto de ônibus. (Foto: Reprodução)

Um homem foi linchado pela população após matar a ex-namorada e ferir a amiga dela a facadas na noite da última terça-feira (7) na Zona Leste de São Paulo. Imagens feitas por celular gravaram tanto o momento em que o agressor atacou as duas mulheres quanto o instante em que ele foi morto pela população.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública, o assassinato da mulher e a agressão à amiga dela foram registrados como feminicídio e violência doméstica. O linchamento foi registrado como homicídio simples. A investigação será feita pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

O feminicídio é uma qualificadora do homicídio doloso, com intenção de matar. Nesse caso, há entendimento que o crime foi cometido contra a mulher pela condição de genêro dela, pelo fato de ela ser do sexo feminino.

Outros dois casos de mulheres mortas por ex-companheiros foram registrados nos últimos quatro dias na Grande São Paulo. Em Cotia, Cléder Gonzaga Ilário, 42 anos, matou a namorada dentro de um quarto de motel. No Bom Retiro, Centro de São Paulo, Douglas Roberto Silva Santos, de 39 anos, matou a ex-companheira depois de tirá-la a força do trabalho e golpeá-la com um soco.

Feminicídio e linchamento

No caso de terça, o garçom José Francimildo de Araújo, de 41 anos, foi espancado até a morte por pessoas desconhecidas que presenciaram ele matando a ex-namorada, a estudante Elisabete Pinto de Oliveira, de 33 anos, e ferindo a amiga dela, uma mulher de 43 anos.

O crime ocorreu por volta das 18h40min em um ponto de ônibus. Segundo o boletim de ocorrência, José não aceitava o fim do relacionamento com Elisabete, com quem namorou por três anos. Eles estavam separados havia cinco meses, de acordo com o pai da vítima.

“Elisabete pôs fim ao relacionamento, mas José Francimildo não aceitou”, disse o pai da mulher morta. “Passou a perseguir Elisabete, de modo que a família não mais permitia que ela saísse sozinha”, completou o pai da vítima.

Ex era ameaçada

Apesar da filha se sentir ameçada pelo ex-namorado, “não chegou a registrar nenhum boletim de ocorrência”, conforme relatou o pai de Elisabete aos policiais.

Elisabete e a amiga estavam no ponto a espera do ônibus que as levariam a faculdade. Foi quando José se aproximou delas.

“Elisabete ficou nervosa e tentou atravessar a rua, porém José foi ao encontro dela e a puxou para o ponto”, contou a amiga dela, que sobreviveu ao ataque.

A amiga de Elisabete tentou impedir José, mas foi esfaqueada no braço esquerdo e próximo ao pescoço. Enquanto eram agredidas, pessoas que ouviram os gritos das vítimas pararam para tentar ajudá-las. Outras começaram a filmar o que ocorria com o celular e acabaram divulgando e compartilhando as imagens pelo aplicativo WhatsApp.

As duas mulheres chegaram a ser socorridas, sendo levadas para o Hospital Tatuapé, mas a ex-namorada do agressor morreu ao chegar a unidade médica. A amiga dela sofreu cortes pelo corpo e foi internada, sem risco de vida.

Após o crime, José tentou fugir a pé, mas foi perseguido por um grupo e espancado até a morte. As cenas das agressões contra ele também foram registradas por telefone.

Em uma das cenas gravadas por celulares, pessoas chutam a cabeça dele, pisam sobre seu corpo e o arrastam para a rua. Segundo a ocorrência, José “apresentava diversas lesões na face, aparentemente causada por instrumento contundente”.

Como o autor do assassinato de Elisabete morreu, a polícia irá investigar quem matou José. Para isso, o DHPP deverá analisar as imagens que são veiculadas na web e mostram as pessoas que participaram do linchamento do garçom. Se forem identificadas, elas poderão responder por homicídio.

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