Terça-feira, 02 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 2 de novembro de 2015
Considerado crime hediondo pelo Código Penal brasileiro, o estupro é um dos casos policiais que demanda mais tempo de trabalho da polícia porque o medo e a vergonha atrapalham. Segundo a delegada Rosely Molina, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande, dois fatores são determinantes na investigação: a denúncia e as provas materiais, mas este último fator muitas vezes é descartado pela vítima inconscientemente, quando ela toma banho antes de ir à delegacia, por exemplo.
“A palavra da vítima é de extrema importância. Ela tem que procurar a delegacia, que funciona 24 horas, ligar no 180 e denunciar. Mas, além disso, é fundamental lembrar de não apagar as provas contra o estuprador. Esse crime contra a dignidade sexual da pessoa é tão violento que, geralmente, a vítima de estupro quer se desfazer imediatamente das provas. Em muitos casos, a primeira atitude é tomar banho, onde a gente acaba perdendo material genético do estuprador. Outras mulheres queimam as roupas, que também guardavam informações do suspeito, e só depois a vítima pensa em procurar a polícia”, ressaltou Rosely.
Os comentários estão desativados.