Quinta-feira, 18 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil “Você tem que lamber o chão que eu piso”, teria dito pediatra a ex-namorada que foi dopada, agredida e estuprada

Compartilhe esta notícia:

Preso no sábado (25), o pediatra teve a prisão preventiva mantida pela Justiça do Rio após audiência de custódia. (Foto: Divulgação)

A mulher que acusa o pediatra Raphael Derossi Ribeiro da Silva, de 44 anos, de estupro afirmou, em depoimento à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá (RJ), que o médico tinha comportamento agressivo e que a humilhava. Entre as ofensas que proferia contra a vítima, ele chegou a dizer: “você tem que lamber o chão que eu piso”.

As agressões verbais e insultos, no entanto, deram lugar a puxões de cabelo, empurrões, tapas, socos, chutes e violência sexual, contou a mulher à polícia. Ela teria sido estuprada quatro vezes, estando em duas delas desacordada. Segundo o Ministério Público do Rio, outras cinco mulheres já registraram ocorrências contra o médico.

Na denúncia, a promotora de Justiça Isabela Jourdan, da 1ª PIP de Violência Doméstica da área Oeste, aponta “violência e covardia” nos crimes cometidos por Raphael Derossi contra sua companheira. A vítima, em uma das ocasiões, chegou a perder a consciência após ser socada pelo médico.

Os dois, que tinham uma união estável, se conheceram no começo de 2018 e foram morar juntos poucos meses depois. Em maio do mesmo ano, Raphael violentou pela primeira vez a namorada. Na ocasião, ele chegou a reclamar que “não estava conseguindo derrubá-la”, referindo-se ao consumo de bebida alcoólica. Mesmo negando o ato sexual, a mulher foi estuprada.

No ano seguinte, a mulher, após uma briga motivada por ciúmes, dormiu sem falar com o médico. No meio da noite, no entanto, acordou já sendo violentada pelo então companheiro. A vítima também foi estuprada em uma viagem realizada com o médico para Grécia, quando dopou a vítima com doses excessivas de medicação ansiolítica.

As reiteradas violências contra a vítima aconteceram entre 2018 e 2020, e, segundo ela, não eram percebidas:

“Eu não conseguia ver o que eu estava passando, o que tava acontecendo. À medida eque a gente foi se relacionando, os abusos dele foram ficando mais nítidos. Porque o xingamento, você pensa ‘a pessoa se elevou, às vezes estava num momento que saiu de si’. Mas contra um puxão, um soco… acho que foi um momento muito nítido que as coisas saíram sim do controle”, disse a mulher em entrevista à TV Globo.

Segundo a defesa da vítima, relembrar desse histórico não é fácil.

“Ocorre o que a gente chama de ‘revitimização’, em que todas as vezes que tem que lembrar o tema, revive o terror. Traz muita dor o fato de reviver tudo”, observa o advogado Carlos Eduardo Rebelo.

Preso no último sábado (25), o pediatra teve a prisão preventiva mantida pela Justiça do Rio após audiência de custódia, realizada no domingo (26). A decisão foi da juíza Priscilla Macuco Ferreira. A magistrada também negou um pedido de liberdade para o Derossi.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O descuido da garota de programa que fez a polícia desvendar o assassinato de um coronel
Supremo manda governo do Rio de Janeiro pagar indenização por bala perdida
Pode te interessar