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Brasil A volta de uma mulher mineira à Presidência da República está entre os cenários que se anunciam

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Carmen Lúcia está na linha de sucessão. (Foto: EBC)

O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), afastou, em dezembro de 2016, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da Presidência do Senado. O ministro entendeu que, como o senador tornou-se réu numa ação penal, não poderia ocupar um cargo que o deixasse na linha sucessória da Presidência da República.

Porém, dias depois, o próprio STF decidiu por manter o senador na Presidência da Casa, ressalvando seu impedimento de substituir Temer no caso de vacância do cargo de presidente da República.

Levando em consideração que Calheiros, mesmo na condição de réu, permaneceu com o cargo devido a uma decisão da Justiça com a condição de ficar fora da linha sucessória, um precedente foi aberto que deve valer para os atuais presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Se ambos receberem a mesma punição sofrida por Calheiros durante um possível processo de cassação do presidente Michel Temer, quem assume o cargo de presidente da República é a presidente do Supremo, a ministra Carmén Lúcia. Mulher e Mineira, assim como a ex-presidente Dilma Roussef.

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