Quarta-feira, 05 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Volta dos trabalhos no Judiciário pode desencadear novo capítulo de tensão entre o Supremo e a Justiça Eleitoral

Compartilhe esta notícia:

Expectativa era de que discursos dos presidentes apaziguassem o clima ruim provocado por polêmica em torno de vídeo de IA de Bolsonaro. (Fotos: STF)

Antes do retorno das atividades do Judiciário, nessa segunda-feira (3), a expectativa era de que as sessões de reabertura do semestre no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fossem marcadas por discursos voltados à redução da tensão entre as duas Cortes. O clima foi intensificado após a polêmica envolvendo um vídeo criado por inteligência artificial com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pedindo apoio à candidatura do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República.

No pedido de explicações à defesa de Bolsonaro, o ministro do STF Alexandre de Moraes sugeriu que a exibição do vídeo durante a convenção do PL poderia resultar no retorno do ex-presidente à prisão ou até na inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, caso fosse comprovado que o pai não autorizou o uso de sua imagem na peça.

Nos bastidores do TSE, o despacho de Moraes foi interpretado como uma interferência. Isso porque a eventual punição ao candidato é atribuição da Justiça Eleitoral, e não do Supremo. Apesar disso, a expectativa era de que o tema não fosse abordado no discurso do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para evitar um agravamento da relação entre as duas Cortes.

Conforme revelou o Estadão, ministros do TSE também manifestavam, reservadamente, a avaliação de que a situação poderia ter sido menos crítica caso Nunes Marques tivesse analisado mais rapidamente a ação que questiona a exibição do vídeo com inteligência artificial durante a convenção do PL. O processo havia chegado ao tribunal no domingo (26) e permanecia sem análise até a retomada dos trabalhos.

Outro ponto de incômodo relatado por integrantes da Corte dizia respeito à ausência de uma manifestação pública de Nunes Marques em defesa da urna eletrônica após Flávio Bolsonaro divulgar a informação falsa de que o equipamento seria fabricado por uma empresa citada em suspeitas de fraudes eleitorais na Venezuela. Na ocasião, o ministro deixou a resposta a cargo de notas divulgadas por sua equipe.

Também havia críticas à falta de posicionamento direto do presidente do TSE sobre a tentativa de representantes dos Estados Unidos de visitar o tribunal para questionar o sistema eleitoral brasileiro. Diante desse contexto, integrantes da Corte esperavam que Nunes Marques reforçasse, em seu discurso de abertura do semestre, a credibilidade das urnas eletrônicas.

No STF, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, também faria um pronunciamento para marcar a retomada das atividades. Dias antes, ele havia divulgado uma nota em defesa do ministro Alexandre de Moraes após ataques feitos pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

Milei chamou Moraes de “lixo careca” ao criticar a decisão que negou uma visita dele ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Na nota, Fachin classificou a declaração como “desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País”. Em relação ao desgaste envolvendo STF e TSE, porém, não havia confirmação sobre uma eventual manifestação pública do presidente do Supremo em defesa do colega. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Conselho Nacional de Justiça deve iniciar discussão sobre regras contra conflitos de interesse no Judiciário e votar o fim da aposentadoria compulsória
Governo avalia disponibilizar mais R$ 750 milhões em crédito para financiamentos para não paralisar reforma de casas às vésperas da eleição
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x