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Brasil A votação da Reforma Política vai ficar para a próxima semana

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Maia acredita que projeto já possa ser votado na próxima semana. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Um dos projetos que constituem a chamada reforma política, a PEC (proposta de emenda à Constituição) 282/16 foi adiada mais uma vez e agora deve ser votada na próxima semana. A proposta cria uma cláusula de desempenho mínimo para que os partidos tenham direito ao fundo partidário e ao tempo de TV e proíbe coligações para o legislativo.

Segundo a relatora da proposta, deputada Shéridan (PSDB-RR), foi fechado um acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que a votação seja realizada na próxima terça-feira. Maia está na Presidência da República até a volta do presidente Michel Temer (PMDB) de viagem à China e quem deve conduzir os trabalhos é o presidente interino, o deputado André Fufuca (PP-MA).

O projeto já foi aprovado anteriormente no Senado. Como houve mudanças na Câmara, que antecipou a sua validade já para as eleições de 2018, terá de ser votado novamente na Casa. A tucana, no entanto, disse que as negociações estão sendo feitas também com os senadores.

Fufuca confirmou nesta quinta-feira que colocará as propostas em votação na próxima semana, mesmo com a possibilidade de esvaziamento da Casa por causa do feriado de 7 de Setembro. Em meio a divergências e falta de consenso entre as lideranças partidárias, o deputado disse que convocará sessões deliberativas para os três dias que antecedem o feriado. “Acredito que o Congresso não irá se furtar de apresentar e defender a questão da reforma política. Creio que ela será votada.”

A PEC precisará ser aprovada pela Câmara em dois turnos de votações, por no mínimo 308 votos, para então ser encaminhada para a nova apreciação pelo Senado. A proposta precisa ser aprovada pelo Congresso e promulgada antes do dia 7 de outubro para valer para as eleições do ano que vem.

Além do fim das coligações e do estabelecimento de uma cláusula de desempenho, a PEC também cria as federações e subfederações partidárias para unir partidos pequenos. Fica também reforçada a fidelidade partidária.

Presidência da Câmara

Com a viagem do presidente Michel Temer (PMDB) à China, Maia assume o Palácio do Planalto interinamente até a próxima semana. Nesse período, quando pode ser votada a reforma política, a Câmara vai ser presidida pelo 2º vice-presidente, o deputado André Fufuca (PP-MA). Ele, no entanto, não pretende se afastar das articulações: “Eu, como presidente em exercício, acho que eu tenho direito de continuar participando dos debates, colaborando, e tenho certeza que a gente vai conseguir avançar numa pauta”, disse.

Aposta

O presidente da Câmara disse acreditar que a solução final para o sistema político do Brasil será a adoção do voto distrital misto, em que o eleitor vota duas vezes, em um partido e em um candidato local, a partir de 2022. “É essa a minha aposta”, afirmou. Antes, no pleito de 2018, ele acredita vigorará o “distritão”, sistema que os mais votados são eleitos, independentemente dos partidos.

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https://www.osul.com.br/votacao-da-reforma-politica-vai-ficar-para-proxima-semana/ A votação da Reforma Política vai ficar para a próxima semana 2017-08-31
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