Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de julho de 2015
Em uma sessão plenária tumultuada, a Assembleia Legislativa do RS aprovou, no fim da noite desta terça-feira (14), por 31 votos favoráveis e 19 contrários, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), um dos instrumentos que viabilizam as finanças do Estado para 2016. O texto limita as despesas públicas e fixa em 3% a correção dos salários dos servidores. O projeto será encaminhada nesta quarta-feira (15) para sanção do governador José Ivo Sartori.
Deputados de oposição se revezaram na tribuna da Assembleia Legislativa, criticando o texto da LDO, que provoca o congelamento da folha salarial. Ou seja, no próximo ano, os servidores não terão a reposição da inflação acumulada. Serão garantidos somente benefícios automáticos, como por tempo de serviço, por exemplo.
O deputado Tarcísio Zimmermann (PT) afirmou: “Este orçamento já nasce com vício insanável. Surge sem nenhum diálogo com Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas ou com os servidores. É, na verdade, uma declaração de arrocho permanente e um atestado da concepção de Estado do atual governador”.
O deputado Pedro Ruas (PSOL) disse que a LDO piora a situação da saúde, educação e segurança e enforca os servidores. “Não seremos cúmplices da aprovação deste projeto patético, que não traz nenhuma medida séria para o RS, além do arrocho. Lamentavelmente, a vitória do governo será a derrota do RS.”
Tumulto
Mesmo com o acesso restrito à sessão – cada deputado teve direito de distribuir cinco senhas –, manifestantes pressionaram a segurança pela abertura das portas. Houve um princípio de tumulto, mas, em seguida, a entrada dos servidores foi autorizada, até a lotação da Casa, que é de 290 lugares.
Voltar Todas de Rio Grande do Sul
Os comentários estão desativados.