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Tecnologia WhatsApp contrata 200 advogados para lidar com questões eleitorais

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No Brasil, o aplicativo saiu do ar por volta das 4h desta terça e voltou a operar pouco depois das 6h. (Foto: Reprodução)

O aplicativo de mensagens WhatsApp, controlado pela empresa Meta, contratou 200 advogados para atender a eventuais pedidos da Justiça durante as eleições deste ano.

A plataforma não modera o conteúdo das mensagens, com a justificativa de que são protegidas por criptografia. Por outro lado, o serviço é frequentemente buscado para disseminação de notícias falsas.

O chefe de políticas públicas para o WhatsApp no Brasil, Dario Durigan, diz que a empresa tem tentado coibir a desinformação e evitar o disparo de mensagens em massa. O aplicativo usa mecanismos para identificar e fechar contas automáticas. A média global, segundo Durigan, é de oito milhões de fechamentos por mês.

Além disso, o app limita o encaminhamento de mensagens por meio de grupos. O WhatsApp ainda vem ajuizando ações para pedir o banimento de empresas especializadas em disparos em massa.

No início de setembro, a plataforma ampliou sua parceria com o Tribunal Superior Eleitoral, lançada em abril, para checagem de informações. O serviço está disponível para usuários conectados ao número da corte: (61) 99637-1078.

É possível compartilhar mensagens recebidas com informações ligadas ao processo eleitoral. Quatro agências de checagem conferem o conteúdo e devolvem a resposta ao TSE, que a repassa ao solicitante.

Abstenção nas eleições

A abstenção de eleitores nas eleições deste domingo (2) não deve mudar muito em relação ao que aconteceu em 2018, apesar do cenário pós-epidêmico e da acirrada polarização política. Ou seja, deve ficar em torno de 20%. A previsão é da empresa de análise de dados Bites, divulgada neste sábado (1).

A empresa buscou e comparou dados de pesquisas feitas nos buscadores da internet para identificar padrões de comportamento que podem anteceder o grau de abstenção no primeiro turno. Um deles é a pesquisa do valor da multa para quem não vai votar.

Segundo a Bites, as curvas de interesse no Google estão bem similares, o que pode ser um indicativo que a abstenção pode ficar próxima a última eleição presidencial que foi de 20,3%.

A empresa ainda elencou que todos os candidatos a presidente, exceto Lula, perderam seguidores no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube nas últimas 24 horas. Quem mais perdeu, no período de análise, foi Jair Bolsonaro, com 79 mil.

Ainda assim, essa alteração não chega a ter efeito relevante, uma vez que ele segue como candidato campeão de engajamento nas redes. Somados os quatro canais, Bolsonaro tem 49 milhões de seguidores. Lula, a título de exemplo, tem 17 milhões.

A Bites também destacou a forte presença digital dos candidatos a deputado federal por São Paulo Guilherme Boulos (Psol), Marina Silva (Rede), Carla Zambelli (PL), Eduardo Bolsonaro (PL) e Tiririca (PL), que devem ser puxadores de votos em seus partidos.

Segundo a empresa, Boulos chama maior atenção, seguido de Zambelli, Marina Silva, Eduardo Bolsonaro e, por último, Tiririca. O interesse em Boulos, por exemplo, é 3,5 vezes maior do que o filho do presidente da República.

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