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Olimpíada Zanetti arrisca, erra saída na final e fica em oitavo lugar nas argolas

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Campeão olímpico em 2012 faz série corajosa, mas comete erro na aterrissagem e não vê terceiro pódio consecutivo

Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Campeão olímpico em 2012 faz série corajosa, mas comete erro na aterrissagem e não vê terceiro pódio consecutivo . (Foto: @rbufolin /CBG)

Arthur Zanetti tentava sua terceira medalha olímpica consecutiva nas argolas. Fez a série na final do aparelho no Centro de Ginástica Ariake nesta segunda-feira (02) com sua solidez habitual – teve levíssima instabilidade em uma inversão. Tinha guardada na manga, porém, uma saída mais arriscada e que lhe poderia garantir uma nota final mais alta do que os 14.900 que havia obtido na fase classificatória.

O ginasta, primeiro a se apresentar, queria ser premiado pela coragem por executar um triplo mortal grupado. Embalou uma grande série, mas uma falha na aterrissagem fez com que perdesse o equilíbrio. Zanetti, de 31 anos, ainda conseguiu se segurar para não cair de face no chão, só que sua briga por medalha já estava condenada.

O impacto no colchão fez com que o público presente à arena reagisse com um “Oh”, em uníssono. Ao cumprimentar a arbitragem e a “torcida”, recebeu muitos aplausos.

O primeiro campeão olímpico da ginástica artística nacional terminou a decisão no oitavo lugar, com nota de 14.133. A medalha de ouro ficou com o chinês Liu Yang (15.500) e a prata com outro chinês, You Hao (15.300). Campeão na Rio 2016, o grego Eleftherios Petrounias deu um passo na saída e por isso acabou com o bronze, com 15.200 pontos.

Mesmo com o resultado frustrante, o brasileiro saiu sorridente do equipamento, como se tivesse feito todo o possível. Quando sentou-se no banco da área de espera, tirou da mochila um macacão do filho, Liam, de apenas dez meses.

A meta do ginasta e de seu treinador, Marcos Goto, era chegar a uma terceira medalha olímpica consecutiva, um feito inédito na prova das argolas em toda a história dos Jogos.

Zanetti foi vice-campeão mundial do aparelho em Tóquio em 2011. Um ano mais tarde, se sagrou campeão olímpico do aparelho em Londres 2012. No ano seguinte, unificou títulos com o ouro no Campeonato Mundial em Antuérpia, na Bélgica.

Depois disso, ainda foi ao pódio nas Olimpíadas do Rio (prata) e em outros dois Mundiais (em ambos, Nanning 2014 e Doha 2018, também foi prata). Além da galeria de conquistas em Jogos Olímpicos e Mundiais, Zanetti também foi ouro nas argolas no Pan de Toronto, em 2015, e nas Universíades de Shenzhen 2011 e Kazan 2013.

O ciclo olímpico rumo a Tóquio 2020(21) foi de mudanças para Zanetti. Em novembro de 2018, ele se casou com Jéssica Coutinho. Em setembro de 2020, ambos deram à luz Liam. O campeão olímpico teve de conciliar os cuidados com o rebento com as obrigações como atleta.

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