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A cúpula do PSDB discute a expulsão de Aécio Neves

O tucano Aécio Neves virou réu por corrupção e obstrução à Justiça. (Foto: EBC)

A cúpula do PSDB quer que o deputado federal Aécio Neves (MG) e outros tucanos na mira da PF (Polícia Federal) se licenciem da legenda até agosto. O partido discute até a expulsão de Aécio, mas o comando da legenda tem a expectativa de que o deputado se antecipe e se afaste da sigla para que a medida mais “traumática” – a expulsão – não seja necessária.

O PSDB, agora sob o comando do ex-deputado federal e ex-ministro Bruno Araújo (PE), tem articulado para “repaginar” a imagem da sigla, que tem entre seus caciques o governador de São Paulo, João Doria.

Doria nega publicamente, mas já pavimenta a sua candidatura à sucessão presidencial em 2022. Por isso, o seu grupo trabalha para afastar políticos investigados do partido, em uma tentativa de “blindar” a sigla. A movimentação para expulsar Aécio inclui também outros investigados, como Beto Richa, ex-governador do Paraná.

Réu

A Justiça Federal de São Paulo ratificou o recebimento de uma denúncia feita pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o deputado Aécio Neves e o tornou réu por corrupção passiva e tentativa de obstrução judicial das investigações da Operação Lava-Jato.

A acusação foi feita a partir de delações de Joesley Batista, do Grupo J&F, que afirmou ter pago propina no valor de R$ 2 milhões ao deputado. Também são acusados de corrupção passiva a irmã do senador, Andréa Neves, um primo dele e um assessor parlamentar do congressista. Em troca, o tucano teria prestado favores políticos a Joesley.

O advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, afirmou que “não há fato novo “e que vai “provar que Aécio foi vítima de ação criminosa de Joesley Batista”.

Em março, o STF bloqueou R$ 1,7 milhão em bens do deputado. O caso estava sob investigação no STF e foi transferido para São Paulo após o Supremo decidir que o foro por prerrogativa de função dos parlamentares refere-se apenas a crimes cometidos no cargo e em função dele. Aécio na época era senador e, agora, é deputado federal.

Na decisão, de 2 de julho, o juiz federal João Batista Gonçalves, da vara de São Paulo especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro, determinou que Aécio e os outros réus sejam intimados para oferecer resposta à acusação.

Segundo a investigação, a irmã de Aécio e o próprio parlamentar pediram, em 2017, R$ 2 milhões em propina, que foram pagos em quatro parcelas.

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