Últimas Notícias > Notícias > Brasil > A Eletrobras dá andamento a estudos para privatização apesar da resistência de alguns integrantes do Palácio do Planalto

A Eslováquia elegeu a primeira presidente mulher de sua história

Zuzana Caputová foi eleita presidente da Eslováquia. (Divulgação/ Facebook Pessoal)

A Eslováquia concluiu seu processo eleitoral ontem (30) com a realização do segundo turno do pleito, que resultou na vitória da advogada de direitos cidadãos, anti-corrupção e pró-União Europeia Zuzana Caputová, de 45 anos.

Com a vitória, ela será a primeira presidente mulher da história do país. Caputová superou o vice-presidente Maros Sefcovic, obtendo 58,3% dos votos contra 41,7% do adversário. O oponente ocupava o cargo de comissário da União Europeia para a Saúde.

Duas semanas atrás, no primeiro turno, ela havia saído com o melhor desempenho. E confirmou o apoio do eleitorado. Após a divulgação do resultado, agradeceu pela votação não somente em eslovaco, mas em línguas de minorias, como o húngaro e o romani.

O gesto simbólico é exemplo da campanha da nova presidente, marcada pela defesa da diversidade e contra discurso de ódio. No agradecimento, Caputová destacou ter chegado ao resultado sem golpes baixos verbais, agressões e uma retórica populista.O eleitorado eslovaco, assim, foi de encontro ao movimento na Hungria, onde o presidente Viktor Orbán promove discurso anti-União Europeia e nacionalista.

Segundo a Deutsche Welle, o sucesso da nova mandatária eslovaca faz parte de um movimento reformista liberal crescendo na Europa Central que prega valores como Estado de Direito e transparência, justiça social e solidariedade. Na Eslováquia, este ganhou corpo com protestos após o assassinato de um jornalista investigativo Jan Kuciak e sua noiva, Martina Kusnirová, em fevereiro do ano passado.

Ao ser eleita, Zuzana Caputová tornou-se o exemplo mais forte da política progressiva na região. Enquanto advogada e ativista, há muito ela provou ter fôlego longo para a luta contra as estruturas mafiosas. E em sua campanha mostrou-se capaz de mobilizar os cidadãos para a própria agenda.

É fato que na Eslováquia o cargo presidencial não está atrelado a muitas prerrogativas, mas a voz da nova presidente terá peso grande. Se ela conseguir concretizar pelo menos uma parte de seus planos políticos e sociais, isso constituiria um sinal considerável para toda a Europa Central e Meridional, podendo resultar numa reviravolta, com a renúncia ao modelo Orbán.

Deixe seu comentário: