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A tecnologia 5G começará a ganhar clientes no Brasil só em 2020, de acordo com especialistas

Enquanto a 5G não chega ao usuário, empresas seguem tentando ampliar a cobertura de 4G. (Foto: Reprodução)

A tecnologia 5G, que vai permitir uma velocidade na conexão de internet algumas dezenas de vezes superior à da atual 4G, já começou a ser testada em países da Europa, da Ásia e nos Estados Unidos. No Brasil, a expectativa, de acordo com empresas de tecnologia, é que a nova geração da telefonia móvel comece a ganhar clientes apenas em 2020.

Enquanto a nova tecnologia não desembarca por aqui, as empresas de telefonia ainda seguem tentando ampliar a cobertura de 4G. Segundo dados da consultoria Teleco, ainda há 23,4% dos municípios sem a quarta geração de telefonia móvel. O 5G permitirá o desenvolvimento de novas indústrias, como a de carros conectados e a de realidade virtual, além de viabilizar a conexão de objetos em geral, como eletrodomésticos e casas.

“Nos EUA, o 5G está começando, mas com uso para residências. Em vez de contratar uma banda larga fixa, o cliente compra uma solução 5G, que entrega maior velocidade através de uma tecnologia sem fio. Mas a tendência é que o 5G chegue à palma da mão, nos celulares”,  diz Carlos Roseiro, diretor da Huawei.

Pesquisa da Qualcomm aponta que o 5G vai movimentar US$ 3,5 trilhões em 2035 em todo o mundo, impulsionando tecnologias em setores como educação, transporte e entretenimento e permitindo a criação de 22 milhões de empregos.

“No Brasil, há muitos desafios. É preciso ainda padronizar a frequência que será usada pelo 5G”, disse Roberto Medeiros, diretor sênior de Desenvolvimento de Produtos da Qualcomm. “E é preciso investimento, pois, mesmo que os fabricantes lancem aparelhos compatíveis com a tecnologia, é preciso que haja uma rede em que os dados consigam trafegar em maior velocidade.”

Para Amol Phadke, líder global da Accenture para Estratégia e Consultoria de Redes, os países da América Latina provavelmente adotarão de maneira mais lenta o novo padrão:

“O ritmo da implementação do 5G é ditado pela prontidão das operadoras e dos países e é baseado em fatores como disponibilidade de frequência de rede. O 5G não deve se tornar realidade relevante em termos de mercado até 2025, alcançando aproximadamente 8% da base de consumidores de telefonia móvel.”

Hoje, destacou Phadke, 154 empresas de telefonia em 66 países demonstraram interesse em iniciar os testes.

O advento do 5G também vai possibilitar o desenvolvimento de uma série de novas soluções da chamada Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), rede de equipamentos capaz de gerar e transmitir dados de forma automatizada.

“Algumas aplicações de Internet das Coisas só são viáveis caso exista conectividade de baixa latência. Isto é, o tempo que a informação leva para circular dentro da rede. Estamos falando de aplicações que dependem de resposta praticamente em tempo real, que não são possíveis com o 4G que temos hoje”, afirmou Pietro Delai, da consultoria IDC Brasil.

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