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As aparências enganam

O Senado ainda votará a reforma da Previdência em 2º turno. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Foi aprovado em 1º turno, com 56 votos sim e 19 não, no final da noite de terça-feira, o projeto da reforma da Previdência. O resultado dá a impressão de que houve quase unanimidade. Porém, muitos senadores subiram à tribuna para dizer que votariam a favor, lamentando os cortes, sobretudo nos benefícios da população mais pobre, a parcela que ganha menos. Os parlamentares sabem, antecipadamente, que ocorrerão injustiças, mas que não havia outra saída.

Era votar a favor ou dar uma sentença de falência do sistema da Previdência, porque não haverá mais dinheiro para sustentar os pagamentos de aposentadorias e pensões.

Ninguém se responsabiliza

É triste termos chegado a esse ponto e ninguém abrir os números que levaram à situação calamitosa. O recolhimento de contribuições para a Previdência começou em janeiro de 1923. Durante todo esse período não houve firmeza, compromisso, responsabilidade para criar e manter um fundo de reserva. Foi um crime, uma tragédia.

Retiradas sem fim

Toda a vez que começava a se formar um fundo de reserva, algum governante ia ao caixa da Previdência e retirava para cobrir despesas e construir elefantes brancos. Sempre com a promessa de devolução. Isso nunca ocorreu.

Quem vai responder?

Saquearam a Previdência e ficarão impunes. Quem sabe algum parlamentar ou governante corajoso provoca para que seja contada toda a história? Quem tirou o dinheiro do caixa da Previdência? Quanto? Em que prazo cada um prometeu devolver? Enquanto não responderem às perguntas, seguiremos com uma cortina de fumaça. Inadmissível porque tiraram e usaram dinheiro de cada um nós.

Sem demagogia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem pela manhã, na saída do Palácio da Alvorada, que lamentava a necessidade de aprovar a reforma da Previdência, mas que, sem as mudanças nas regras das aposentadorias e pensões enviadas ao Congresso, o país quebra em um período de dois anos.

É de almanaque

O Senado tem figuras curiosas. Nenhuma supera Jorge Kajuru. No microfone de apartes, terça-feira à noite, explicou como define o voto: 1º) pelas manifestações de seus eleitores em 24 redes sociais; 2º) busca saber a posição de Pedro Simon, que considera seu guru; 3º) a avaliação pessoal sobre cada projeto.

Em relação à Previdência, foi voto vencido. As redes e Simon eram favoráveis à reforma. Ele, contra. Rendeu-se à maioria.

Outro ritmo

O Código do Meio Ambiente do Estado recebeu o carimbo do protocolo a 21 de maio de 1998 e sanção a 3 de agosto de 2000. Proponente foi a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.

Condição indispensável

Criar 8 milhões de empregos? Basta o País crescer 5 por cento ao ano.

Corrida parelha

Segue a competição que apontará o Estado com o maior déficit para 2020. Ontem, o governo do Rio de Janeiro entregou o orçamento à Assembleia Legislativa. A receita será de 70 bilhões de reais e a despesa de 80 bilhões. O que registrar o maior déficit ganhará o Troféu Fundo do Poço.

Alternativas

Caso o vereador André Carus se mantenha licenciado da presidência do MDB de Porto Alegre, o 1º vice, deputado estadual Tiago Simon, permanecerá como substituto no comando. Se Carus renunciar, haverá nova eleição.

Era pós-Vargas

A 3 de outubro de 1955, Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República com 35,6 por cento dos votos para suceder Café Filho, vice de Getúlio Vargas. Juarez Távora obteve 30,2 por cento e Adhemar de Barros, 24,7. Para vice, João Goulart chegou em 1º lugar com 44,2 por cento; Milton Campos com 41,7 e Danton Coelho com 14,5.

Atrás da receita correta

Os déficits dos governos, de Norte a Sul, de Leste a Oeste do País, não serão resolvidos com curativos e analgésicos.