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Bolsonaro mandou demitir o chefe da Receita Federal por querer a volta da CPMF

No lugar de Cintra (foto), assumiu interinamente José de Assis Ferraz Neto. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, revelou que foi ele mesmo que determinou a queda do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, nesta quarta-feira (11). Em manifestação pelo Twitter, Bolsonaro deixou claro que a demissão ocorreu devido ao anúncio da criação de uma nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) na reforma tributária, divulgada pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo Silva, nesta semana.

Segundo o presidente, a “recriação da CPMF ou aumento da carga tributária estão fora da reforma tributária”. Ele ressaltou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, exonerou o chefe da Receita Federal após o seu pedido.

A permanência do secretário se tornou insustentável diante das reações negativas do Congresso Nacional à antecipação da proposta de criação da contribuição sobre pagamentos, que teriam alíquotas de 0,2% e 0,4%. O imposto seria praticamente uma recriação da extinta CPMF.

No lugar de Cintra, assume interinamente José de Assis Ferraz Neto, de acordo com nota oficial do Ministério da Economia. “A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento”, diz a nota. Segundo o ministério, a proposta somente será divulgada depois do aval de Guedes e do presidente Jair Bolsonaro.

Sob Cintra, a administração da Receita enfrentou pressões do governo Bolsonaro. A gestão do chefe do órgão passou a ser questionada depois que o próprio presidente reclamou de uma suposta atuação política de auditores, em agosto.

A Receita resistiu a tentativas de troca em postos de comando. Bolsonaro fez pressão por mudanças em cargos no Rio e chegou a dizer que poderia tirar indivíduos que se julgavam “donos do pedaço”.

Maia

Nesta quarta-feira (11), presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que vê dificuldades para o avanço de uma proposta de imposto nos moldes da antiga CPMF na Casa.

“Acho muito difícil superar”, afirmou após reunião com parlamentares sobre a reforma tributária. “De fato, as reações foram muito contundentes da dificuldade da CPMF na Câmara”, declarou.

Maia afirmou também que o governo deve encaminhar sua proposta de reforma nos próximos dias e que não há problemas de Senado e Câmara trabalharem em propostas paralelas.

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