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China e Estados Unidos fazem o dólar cair a 4 reais e 7 centavos

O dólar comercial fechou em queda de 0,75% ante o real na sexta-feira. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

As medidas de estímulo econômico anunciadas pela China e uma visão mais otimista sobre a economia dos Estados Unidos deram novo fôlego aos investidores, favorecendo os negócios no Brasil. O dólar comercial fechou em queda de 0,75% ante o real na sexta-feira (6), cotado a R$ 4,0786. Já o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, subiu 0,68%, aos 102.935 pontos. As informações são do jornal O Globo.

O alívio no câmbio é quase todo por conta do movimento no exterior. Tivemos uma semana boa, com números melhores na China, medidas de estímulo e [Jerome] Powell [presidente do banco central norte-americano] sinalizando que não vê risco de crise nos Estados Unidos. Tudo isso ajuda”, disse Fabrizio Velloni, sócio da Frente Corretora.

Na sexta-feira, Powell afirmou não esperar uma recessão nos Estados Unidos e que está monitorando a guerra comercial com a China. A declaração foi vista como positiva e amenizou a reação em relação aos dados sobre emprego. O Departamento de Trabalho americano divulgou a criação de 130 mil postos, abaixo dos 160 mil que eram esperados.

O Ibovespa acumula alta nos últimos dois dias, em ambiente internacional mais tranquilo e com as coisas andando por aqui. Hoje seguimos a mesma tendência dos últimos dois dias”, afirmou Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe da Levante Investimentos.

Ainda no exterior, o Banco Popular da China adotou uma medida que vai injetar 900 bilhões de yuans ( US$ 126 bilhões) na economia chinesa a partir do próximo dia 16. O objetivo é estimular a liquidez na economia e mantê-la aquecida.

Na avaliação de Ari Santos, gerente da corretora H.Commcor, os ânimos mais controlados no exterior e a agenda de votação de reformas no Brasil contribuem para a melhora no mercado financeiro local.

Temos também uma expectativa de queda dos juros, aqui e no exterior, o que deixa a Bolsa mais atrativa. Temos uma perspectiva mais positiva para o índice, embora ainda não dê para falar em reversão. O clima está melhor com a calmaria lá fora”, disse.

Os bancos, de maior peso no índice, tiveram novamente um pregão de fortes ganhos. As ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) do Itaú Unibanco e do Bradesco subiram, respectivamente, 3,35% e 4,19%. Já os papéis ordinários (ONs, com direito a voto) do Banco do Brasil tiveram uma valorização de 3,77%.

O setor se beneficia da expectativa de redução dos compulsórios por parte do Banco Central, o que faria com que eles ficassem com mais dinheiro em caixa para emprestar. Além disso, esses papéis subiram menos do que a média do índice no ano, indicando que estavam defasados, segundo explicou Santos.

Ainda entre os papéis mais negociados, as PNs da Petrobras fecharam com ganhos de 0,49% e as ordinárias da estatal subiram 0,66%.

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