Últimas Notícias > Colunistas > Leandro Mazzini

O porta-voz

Mais próximo petista do ex-presidente Lula da Silva, organizador de suas caravanas pré-eleitorais pelo País e porta-voz do chefe junto a movimentos sociais, o ex-chefe de Gabinete Gilberto Carvalho tem visitado ministros do Supremo Tribunal Federal. Carvalho já esteve com Edson Fachin, Dias Toffoli, no início de fevereiro, e na última quinta-feira em visita ao gabinete de Gilmar Mendes. Lula pretende obter um habeas corpus para evitar a prisão. E algo além: mesmo ficha suja, ele poderá disputar a eleição caso consiga liminar de um ministro do STF ou STJ até o TSE julgar seu caso.

É guerra

Como notório, Lula da Silva está condenado a 12 anos de prisão na Lava Jato e diz abertamente que não vai acatar a decisão, como repetiu em ato público em BH.

No aguardo

A Coluna contatou ontem à tarde o ex-ministro Gilberto Carvalho, e até o fechamento não recebeu resposta sobre a pauta das reuniões.

Resistência Zero

Caciques petistas jogaram a toalha e passaram a admitir, nos bastidores, que a prisão de Lula é “inevitável” e questão de “semanas, ou no máximo um mês”.

Trincheira política

A intervenção federal no Rio incendiou a disputa política em outros Estados. No Acre, por exemplo, governado pelo PT, o PSDB intensificou as críticas aos adversários e passou a defender que Governo Federal assuma o comando da segurança no Estado.

A conferir

Sob alegação de que “a população tem convivido com a barbárie”, o deputado Rocha (PSDB-AC) apresentou ao Ministério da Justiça pedido de intervenção federal no Acre. Segundo ele, “o Governo do PT e a cúpula da Segurança Pública perderam o controle”.

Defensor & alvo

Setores do Ministério Público no Rio defendem ir para cima dos advogados de Lula da Silva, mas outro grupo teme desgaste com a OAB do Rio e de São Paulo, residência dos defensores. Fato é que a Lava Jato chegou ao advogado Cristiano Zanin, e ao sócio, Roberto Teixeira – compadre do ex-presidente.

R$ 68 milhões!!

Eles terão de explicar ao Ministério Público e à PF quais os serviços junto à Fecomércio do Rio para justificar R$ 68 milhões (!!) em honorários.

Coincidência ?

Curioso é que os maiores honorários começaram a ser pagos por Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio preso, justo nos últimos anos que coincidem com a Lava-Jato.

Derrapagem…

A União Nacional dos Servidores das Agências Reguladoras Federais (Unareg) defende a revogação da nomeação de Mário Rodrigues Júnior para o cargo de Diretor-Geral da ANTT. Acusado de ter recebido propina durante a construção do Rodoanel, em São Paulo, Mário foi nomeado pelo presidente Michel Temer na terça-feira, 20.

… e bloqueio na pista

À Coluna, o presidente da Unareg, Thiago Botelho, afirma que há na própria ANTT outros diretores sobre os quais não pesam acusações de tal natureza que poderiam exercer a representação máxima da agência. “É imperativo que a nomeação seja revogada até que as denúncias sejam esclarecidas”, afirma.

De quem sabe

Preocupado, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT), solta a aliados: “Ocorreu em 1964: civis oportunistas ‘apelam’ aos militares em defesa de uma certa ordem”. Refere-se à intervenção na Segurança do Rio.

Chacrinha na tela

Andrucha Waddigton concluiu a edição do longa sobre a vida de Chacrinha, estrelado por Stepan Nercessian. Boni diz que o filme sai pela Globo Filme em agosto.

Ponto Final

“Crimes transfronteiriços estão na raiz do caos que assola a segurança pública brasileira.” Do senador Wilder Morais (PP-GO), ao defender a criação da Polícia de Fronteiras.

$egredo$ da toga

Deputado Rubens Bueno critica a letargia e diz que, com ou sem os dados, vai apresentar seu parecer na Comissão. (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Os tribunais e o Ministério Público, que deveriam dar o exemplo, estão segurando dados sobre os supersalários de seus membros. A comissão especial da Câmara que irá propor o fim dos supersalários no serviço público aguarda, há sete meses, dados dos vencimentos de integrantes do MP e dos TJs. Relator da comissão, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) critica a letargia e diz que, com ou sem os dados, vai apresentar seu parecer. “Estaremos aptos a concluir esse relatório, votar na comissão e levar a Plenário”, afirma.

Ano do Fico

O governo jogou a toalha. Depois do fracasso do Programa de Demissão Voluntária, (só 76 servidores se desligaram do Executivo em 2017), não vai reeditar o programa.

Haja energia

Preocupado com a privatização da Eletrobras, seu reduto de apadrinhados há décadas, José Sarney tem visitado constantemente o quarto andar do Palácio do Planalto.

Selva!

O famoso general da reserva Antônio Hamilton Mourão vai se filiar ao PSL dia 7 em Brasília, com apoio do deputado Jair Bolsonaro, o presidenciável do partido.

Meia roda

O Comando da PM do Rio instaurou sindicância para analisar o que gerou uma dívida de R$ 590 mil, referente a 2016, do contrato de manutenção de 2.506 viaturas adquiridas entre 2013 e 2014 junto à empresa CS Brasil. A assessoria informa que o pagamento será realizado ‘tão logo seja publicada a solução que comprove que os gastos reclamados são devidos’. O Rio tem sofrido com falta de viaturas nas ruas.

Convocação

Deputados do Rio estão pressionando o general interventor no Rio, Braga Netto, a convocar 4 mil aprovados no concurso da PM e da Polícia Civil. Seria a solução a médio prazo (após treinamentos) para melhor policiamento do Grande Rio.

Doeu, agora

O presidente Michel Temer, que agora defende a criação de imposto para financiar a segurança pública, boicotou em 2015 a proposta do governo de Dilma Rousseff de recriação da CPMF – tributo da saúde extinto pelo Congresso em 2007.

Corpo mole

Então vice-presidente da República em início de cisão com a petista, Temer criticou a proposta e alegou, à época, que haveria muita resistência no Congresso e “que não poderia fazer nada para levar a ideia adiante”.

Quiz ..

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) enviou ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, questionário com 9 perguntas sobre a intervenção federal na segurança do Rio.

..pertinente

No ofício, a deputada indaga, entre outras questões, quais resultados das operações e missões de Garantia da Lei e da Ordem realizadas no Estado nos últimos 5 anos.

Fui!

Mesmo demitida, a ex-ministra dos Direitos Humanos Luislinda Valois vai a Genebra, na Suíça, representar o governo em evento da ONU. Saiu no Diário Oficial sua viagem, com ônus, para 24 de fevereiro a 2 de março no país europeu. A não ser que desista.

Em defesa

Aliada do presidente Temer, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) frisa que o governo federal tem, sim, responsabilidade sobre a crise na segurança pública no País. Mas o afaga: “Há um ano e meio (Temer) está no poder. E os governos que passaram?”.

Gestão familiar

Cresce no País a preocupação dos patriarcas e matriarcas – e o investimento da família, também – em coach de gestão de empresas familiares. A empresária Sônia Regina Hess dará palestra no almoço-debate do LIDE Brasília, na terça-feira, no Kubitschek Plaza.

Ponto Final

“É vergonhoso ter deputados na condição de presidiários com mandatos no Congresso”

Da ex-ministra Marina Silva, porta-voz da Rede Sustentabilidade

 

Pacote legislativo

O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ). (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Relator no Senado do decreto de intervenção na Segurança do Estado do Rio de Janeiro, o senador Eduardo Lopes (PRB) elenca à Coluna quatro tópicos com os quais propõe a Casa trabalhar junto ao Planalto, pensando no País e não apenas no caso do Rio: Garantia de dinheiro permanente para o Exército; Alteração na regra de repasse do Fundo de Participação Estadual e Municipal; Mudanças na Lei 8.666, das licitações, para que prefeituras e Estados possam assinar contratos de emergência na área de Segurança. De imediato, Lopes propõe a criação do Observatório do Congresso.

Vaivém do cofre

“O Rio é o segundo em tamanho em repasses para a União (Prefeitura + Estado) e o 26º no ranking (Municípios) de verbas recebidas”, reclama o senador carioca.

Rubrica certa

Lopes propõe alterar a regra dos repasses para Estados de forma que a União priorize liberação de verbas do FPE para ações de Segurança Pública.

Comitê

Lula da Silva, que peita a Justiça e se lançou ao Palácio ontem, já tem staff de campanha. O ex-ministro da Cultura Juca Ferreira inaugurou comitê informal em BH.

Amorim na praia

O ex-chanceler Celso Amorim é o candidato do PT para o Governo do Rio este ano, sem concorrentes internos. A decisão foi de Lula. Amorim tem participado de reuniões com militância e simpatizantes do partido, em casas de amigos, e visitado o diretório.

PT redivivo

Mas Wadih Damous, deputado federal, alerta: “O PT precisa recriar sua imagem, se reinventar, antes de qualquer campanha”. Ex-presidente da OAB-RJ, o advogado Wadih foi o maior defensor de Dilma Rousseff na tribuna da Câmara.

Fiquei, gente

Mal deixou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que ocupou por oito anos, o dilmista Jorge Bastos foi nomeado pelo presidente Michel Temer para o Conselho da República. Bastos foi um dos mentores do bilionário e engavetado trem-bala Rio-São Paulo, cujo projeto custou alguns milhões aos cofres públicos.

Caesar em Brasília

O Caesar vai construir resort com cassino em Brasília, caso os Jogos sejam legalizados. A executiva Jan Jones, vice-presidente da rede, tem repetido isso a brasileiros nos EUA.

Poker em alta

O juiz Victor Garms Gonçalves, da 1ª Vara de Palmital (SP), sentenciou numa ação que Poker não é jogo de azar, mas sim de ‘matemática e psicologia comportamental’.

Memória do QG

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, admitiu em audiência no Senado, em junho passado, o fracasso da ocupação de 14 meses na favela da Maré, no Rio: “Assim que saímos, em uma semana o crime retornou com a mesma força”.

Discurso do medo

O PT aproveita a intervenção no Rio de Janeiro para reavivar o discurso do “medo”. Presidente da Comissão de Direitos Humanos no Senado, a senadora Regina Sousa (PI) ventila: “O perigo é os generais gostarem da brincadeira”.

Calma, cabra

O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), recorreu a um termo chulo ao criticar o Judiciário e comentar a desistência da indicação de Cristiane Brasil para o comando do Ministério do Trabalho: “Sacanagem”.

Japinha oculto

Ministro do Trabalho, Helton Yomura ficou na dele, quieto, enquanto a indicada Cristiane Brasil falava pelos cotovelos. Yomura não teve compromissos nos últimos 20 dias de acordo com a agenda oficial. Despachou no gabinete no dia 1º fevereiro, quando recebeu o presidente da Nova Central Sindical. Se deu bem e foi oficializado.

Tiro de festim

Com dor de cotovelo pelos poucos dias de ministro da Justiça, Eugênio Aragão, o ex-ocupante do cargo na gestão Dilma, resume a intervenção militar na segurança do Rio: “Tiro de festim” e “placebo”. Segundo Aragão, a medida não passa de “discurso simbólico” para esconder o fracasso do presidente Temer na reforma da Previdência.