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Donald Trump é condenado a pagar dois milhões de dólares a instituições de caridade

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de evento na Casa Branca, em Washington. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi condenado a pagar US$ 2 milhões a instituições de caridade por utilizar sua fundação com interesses políticos e empresariais.

Segundo a juíza Saliann Scarpulla, da Corte Suprema de Nova York, Trump, ex-administrador da Fundação Trump, terá que fazer esse pagamento a oito entidades sem fins lucrativos para resolver a demanda apresentada em junho pela procuradoria-geral do estado de Nova York.

A procuradoria acusou a Fundação Trump de “conduta ilegal persistente”, incluindo “coordenação ilegal com a campanha presidencial de Trump”.

Em dezembro passado, Trump aceitou fechar a fundação, mas a ação não foi retirada.

Finalmente, o presidente e três de seus filhos (Donald Jr, Eric e Ivanka, diretores da fundação) fecharam um acordo amistoso com a procuradoria, segundo documentos judiciais.

Trump “admitiu ter abusado pessoalmente dos fundos” e assumiu vários compromissos com o tribunal para que isso não aconteça novamente, informou a procuradora-geral Letitia James.

Entre as várias acusações incluídas no processo estava a organização de um evento de caridade no estado de Iowa em janeiro de 2016, que na verdade foi um ato de campanha para a presidência do então candidato Donald Trump.

Giuliani citado em inquérito

Os democratas da Câmara convocaram diversos membros do governo Trump para depor em comitês da casa nas últimas semanas. Os legisladores investigam a pressão exercida por Trump sobre a Ucrânia para abrir uma investigação contra o ex-presidente e pré-candidato às eleições de 2020 Joe Biden.

Uma das autoridades do Departamento de Estado ouvidas no caso, George Kent, criticou durante seu depoimento o advogado pessoal do presidente Trump, Rudolph Giuliani, por se envolver em uma campanha de difamação contra a ex-embaixadora americana na Ucrânia, Marie Yovanovitch.

As transcrições de seu testemunho foram divulgadas nesta quinta-feira. O vice-secretário de Estado adjunto, responsável pela Ucrânia, disse que as “asserções e alegações de Giuliani contra a ex-embaixadora Yovanovitch eram sem base, falsas, ponto final”, segundo o jornal The Washington Post.

Marie Yovanovitch foi demitida do cargo de embaixadora por Trump. Segundo a imprensa americana, aliados do presidente reclamaram que ela estava obstruindo os esforços para persuadir Kiev a investigar Joe Biden. Em depoimento no inquérito de impeachment da Câmara, a diplomata disse que suspeita dos mesmos motivos.

Também nesta quinta-feira, Jennifer Williams, consultora especial do vice-presidente Mike Pence na Europa e na Rússia, testemunhou a portas fechadas aos democratas, após ser intimada.