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Editora Libretos promove o painel A Cidade como personagem na 65ª Feira do Livro de Porto Alegre

Paulo César Teixeira, autor de Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre e Lourenço Cazarré, um dos autores de Mais perfeito que o paraíso e outros desatinos de Pelotas também autografam seus livros na Praça Central.Divulgação

Nesta sexta-feira (08), a editora Libretos promove, às 16 horas, o debate A Cidade como personagem durante a 65ª Feira do Livro de Porto Alegre com os jornalistas Paulo César Teixeira, autor de Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre e Lourenço Cazarré, um dos autores de Mais perfeito que o paraíso e outros desatinos de Pelotas, na na Sala O Retrato do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. Ambos os livros editados pela Libretos têm sessão de autógrafos às 17h na Praça Central.

Rua da Margem

Histórias de Porto Alegre (Libretos, 136 páginas, ISBN 978-85-5549-058-3, R$36, na Feira: R$28) traz à tona uma Porto Alegre que pouco aparece por aí – a cidade do Barão da João Alfredo, do Ildo da Lanchera, do Sid do Bambu’s, do Pé Palito, do seu Cláudio do Parangolé, da cantora Valéria, da atriz Arlete Cunha, do cartunista Santiago, do Brique da Redenção, da primeira galeria de Porto Alegre… Uma cidade plural e diversa, vaidosa de sua história e aberta à cena contemporânea.

Agora, as melhores reportagens que passaram pelo site – sobre pessoas e lugares que merecem tinta e papel – estão reunidas em livro: Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre, editado pela Libretos, reúne textos do jornalista Paulo César Teixeira publicados desde outubro de 2017, quando o portal foi criado pelo autor e a publicitária Luísa Rosa (pai e filha).

Mais perfeito que o paraíso e outros desatinos de Pelotas (Libretos, 248 páginas, ISBN 978-85-5549-057-6, R$35, na Feira: R$ 28) reúne 14 textos de nove jornalistas que tratam de literatura, arte, jornalismo, história e futebol. Os autores, pelotenses autênticos ou “falsificados”, são: Ayrton Centeno (organizador), Geraldo Hasse, Klécio Santos, José Antônio Severo, Lourenço Cazarré, Luiz Lanzetta, Nilo Dias, Patrícia Lima e Sérgio Siqueira. Antes, escreveram 50 tons de rosa – Pelotas no tempo da ditadura (Artes e Ofícios, 2016) e A língua de Pelotas e outras barbaridades (Insular, 2018).

O livro traz perfis de pelotenses destacados. Um deles conta a trajetória do artista plástico Fernando Duval, pelotense radicado no Rio de Janeiro, que criou o universo fantástico de Wasthavastahunn. Outro mostra o rico percurso intelectual de Ronoel Castro da Silva, o publicitário Barão. Klécio Santos retrata o pesquisador, escritor e livreiro Adão Monquelat.

Três artigos tratam de futebol. Dois abordam a vida de grandes jogadores – Cardeal e Russo (Adolfo Milman) – que atuaram na cidade nos anos 1930. O terceiro texto traça um retrato minucioso do que foi o surgimento e o esplendor do futebol de salão de Pelotas nos anos 1960.

Os trabalhos jornalísticos de João Simões Lopes Neto, sobre os que viviam à margem na cidade rica que era Pelotas do começo do Século 20, são dissecados em dois trabalhos. Um deles é de Patrícia Lima, que defendeu tese de mestrado sobre o tema. Já o recentemente falecido Aldyr Garcia Schlee, escritor consagrado nacionalmente recebe um primeiro esboço biográfico, executado por Geraldo Hasse.

Ayrton Centeno conta a trágica e comovente história de uma grande poeta que estudou em Pelotas, mas que passou a vida no Hospício São Pedro, em Porto Alegre. Lourenço Cazarré escreve sobre um livro surpreendente Os fios telefônicos, de Fernando Melo, que traça um retrato acurado do cotidiano da cidade nos anos 1940.

José Antônio Severo comparece com um texto histórico instigante; não teria sido a Guerra dos Farrapos uma luta entre a elite pelotense e os burocratas e comerciante de Porto Alegre?

Fecham o livro dois textos sobre o Laranjal. Num deles, Luiz Lanzetta retrata, com sensibilidade e humor, o que foram os primeiros anos do balneário que se formava às margens da Lagoa dos Patos.