Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

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Brasil Eduardo Bolsonaro foi destituído da presidência do PSL em São Paulo

Perícia aponta para invasão do Telegram do deputado. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi destituído anteontem do cargo de presidente do PSL em São Paulo. A informação foi publicada nesta quinta-feira (5) no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Não estou preocupado com cargos. Vi um cara ser eleito presidente sem nunca ter sido líder ou presidente de comissão. Exemplo eu tenho em casa. Mas ao que parece o pessoal aí, que até pouco era ‘o Bolsonaro do Nordeste’, a ‘mais filha que os filhos’ desaprendeu tudo em 11 meses”, ironizou Eduardo no Twitter no início da noite de hoje.

Além do deputado federal, que é filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), outros foram desligados de suas funções no PSL. O documento consultado no sistema do TSE informa que esta foi uma decisão da sigla.

É o caso de Gil Diniz, que deixou de ser vice-presidente estadual do partido, e Luiz Philippe de Orleans e Bragança, chamado de deputado “príncipe”, que foi destituído do cargo de primeiro secretário.

A saída destes parlamentares de suas funções internas é decorrente das punições impostas pelo PSL a alguns destes nomes, que foram acusados de tentar afastar o presidente do partido, Luciano Bivar (PE), do comando.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro passará 12 meses sem exercer atividades partidárias. A suspensão de Luiz Philippe de Orleans e Bragança é mais curta e durará apenas três meses.

Renato Bolsonaro, outro presente na lista de destituídos do diretório estadual, é um dos cinco irmãos do presidente da República. Ele já foi candidato a prefeito de Miracatu, no interior em São Paulo, em duas ocasiões, mas não logrou êxito em nenhuma delas.

Fake news

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) acusou na quarta-feira (4), em depoimento na CPMI das Fake News, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o chamado “gabinete do ódio” de liderar os ataques virtuais nas redes sociais feitos contra pessoas consideradas inimigas da família.

“Eduardo está amplamente envolvido e é um dos líderes desse grupo que chamamos de milícia virtual”, disse Joice.
A deputada também detalhou o que disse ser o método utilizado nesses ataques. Segundo ela, escolhe-se o alvo, combina-se o ataque, entram pessoas de verdade e, depois os robôs, para disparar as mensagens.

“Em questão de minutos, temos uma informação espalhada para o mundo inteiro. A sensação que é passada é para que muitos fiquem aterrorizados com o levante da internet”, disse.

Ela afirmou que a rede social de Eduardo é uma das que mais influenciam os ataques, com a colaboração de assessores. Ela citou, por exemplo, o perfil “Bolsofeios”, que seria do assessor de Eduardo, Carlos Eduardo Guimarães.

Disse também que, segundo peritos acionados por ela, há 1,4 milhão de seguidores robôs no perfil do twitter do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e 468.775 no do filho Eduardo.

“São quase 2 milhões de robôs seguidores. Quero crer que o presidente não sabe disso”, disse.

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