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Fábio Porchat fala sobre a sua relação com o dinheiro, seus principais gastos e sonhos

Fábio Porchat disse que sua mente é 100% criativa e não consegue pensar em números. (Foto: Divulgação)

Uma das mentes por trás do canal de esquetes de comédia Porta dos Fundos, o roteirista, apresentador e humorista Fábio Porchat afirma que sua mente é 100% criativa e não consegue pensar em números.

Em um bate-papo sobre sua relação com dinheiro, o artista, que tem programa Papo de Segunda, no canal GNT, conta como lida com a grana que ganha às custas das risadas de internautas e telespectadores.

Em uma esquete, vocês fizeram ironia sobre boatos de que teriam recebido milhões do PT. Fala pra gente o que você fez com a sua parte da grana?

“Mandei tudo pra Curitiba, pra soltar o Lula (risos)”.

Agora, falando sério. Você sabe o quanto do seu dinheiro fica em caixa para gastar por mês e o quanto vai para investimentos? (Percentual)

“Não tenho a menor ideia. Se o cara que investe meu dinheiro fugir para o Panamá amanhã, estou pobre. Não tenho um centavo. Não sei nada, não entendo nada e nem me interessa muito. A minha sorte é que o cara que investe meu dinheiro é meu amigo de infância, então eu confio nele. Se ele for embora, eu sei onde a família dele mora.”

Quem é essa figura que cuida das suas finanças? O que seria do seu dinheiro sem ele?

“Meu dinheiro estaria sendo gasto em coisas maravilhosas, porém eu não teria um centavo. Ele é um investidor, trabalha com isso, é um cara que é bom nisso. Não foi só porque ele era meu amigo de infância. Antes eu pesquisei sobre ele com outras pessoas que elogiaram muito onde ele trabalha e quem ele era. Então eu uni o útil ao agradável. É um cara que tenho liberdade total, que não tenho nenhum tipo de pudor, que é meu amigo desde que eu tinha 8 anos de idade e sabe lidar com isso.”

Com quem você mais gosta de gastar?

“Viagem e restaurante”.

Como era sua vida financeira na infância e adolescência?

“Eu tive uma infância tranquila, nunca passei necessidade. Mas tive uma coisa com meu pai que acho que era boa que era assim: meu pai, quando tinha, dava coisa; quando não tinha, não dava. Se ele ganhava um dinheiro. Meu pai tinha um mês que ganhava uma bolada e ficava cinco meses sem ganhar um centavo. No mês que ele ganhava, ele dava coisa, a gente ganhava presente. No mês que ele que não tinha, não importava se era aniversário ou Natal, se não tinha, não tinha o que fazer. Então a gente se acostumou muito a ter ou não ter. Mas nada gravíssimo, a vida difícil da classe média alta paulistana.”

Quando recebeu seu primeiro salário, o que fez com o dinheiro?

“Quando recebi meu primeiro salário, eu paguei contas, que quem pagava eram meus pais, meus tios. Mas assim que consegui juntar um dinheiro, eu viajei. Fui para Argentina com minha ex-mulher.”

Qual foi seu gasto mais sem noção da sua vida?

“Deixa eu pensar agora… O que que eu já gastei sem noção? Eu lembro de um gasto sem noção que foi muito sem querer. Um restaurante japonês que eu fui em Nova York que eu comi sem perguntar o preço. E deu US$ 800, rapaz. Era eu sozinho. E eu metido, o cara perguntou “sabe como funciona?” e eu falei “lógico”. Então tá bom. Começou a servir, serviu saquê, a coisa toda, aí veio a conta: US$ 800. E eu com cartãozinho ali tremendo, comecei já a justificar antes de pagar, falei “gente aqui o sinal é muito ruim e cartão brasileiro tem que ver com o banco porque às vezes não libera”. Passou [o cartão]. Eu chorei por dentro. Era gostosa a comida, mas para valer US$ 800 a comida tinha que vir com uma suruba envolta em alga”.

O que é dinheiro pra você?

“De alguma forma é segurança. É segurança para eu poder fazer o que eu quiser da minha vida. Ter a liberdade de escolher aquilo que eu quero fazer.”

Quando sua vida financeira começou a mudar?

“Teve dois momentos. O momento em que comecei a ganhar meu salário, que comecei a trabalhar na televisão, então foi o momento em que ganhei minha independência financeira. E quando as coisas começaram a dar certo e comecei a ganhar um bom dinheiro, aí as coisas começaram a mudar. Quando foi isso? 2014, acho que 2014.”

Qual foi o primeiro grande sonho que você realizou com a grana que ganhou?

“Comprar um apartamento. Mas não era sonho, sonho”.

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